Artesanato e Sustentabilidade

Artista do bambu, Itiberê de Andrade é também um artesão que acredita na sustentabilidade e na conservação do meio ambiente. Em seu ateliê ele fabrica instrumentos musicais ecológicos,

Algumas Definições de Arte e Artesanato

Arte e artesanato, expressão e reflexo da personalidade do artista. Arte - do latim, ars, artis, maneira de fazer uma coisa segundo as regras, habilidades. Ideal de beleza nas obras humanas.

A Arte de Ivan Artesão

Móveis com muito estilo e bom gosto, Ivan Artesão, capricha na qualidade e no acabamento, fazendo um artesanato refinado e de grande requinte, que se encaixa em qualquer ambiente.

Porta Incensos

Onde se encontra o limite entre a arte e o artesanato? É difícil explicar. Catia Sardou se supera a cada dia com seu trabalho, que não se limita a ser apenas uma mera peça de artesanato,

Manual de Curso de Fibra de Bananeira

Material bastante interessante para aqueles que estão querendo aprender uma nova técnica artesanal e desejam aumentar sua renda.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Arte do Realismo Francês

O cientificismo, a valorização do objeto, o sóbrio e o minucioso e a expressão da realidade e dos aspectos descritivos, são algumas das características gerais do Realismo. A pintura francesa, entre 1850 e 1900, surge como uma das principais formas artísticas representantes do realismo. Deixando para trás as visões subjetivas e emotivas da realidade, o homem europeu começa utilizar sua técnica cientificista, para interpretar e dominar a natureza. Realismo - Modo de agir e interpretar a realidade. Esse estilo predominou na segunda metade do século XIX.


Principais pintores: Courbet - Criador do Realismo social na pintura tem como principal obra as "Moças Peneirando o Trigo". "Sou democrata, republicano, socialista, realista, amigo da verdade e verdadeiro", dizia Courbet.

Jean-François Millet - Criou uma obra de arte realista onde a uma influência remota liga o homem com a terra.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Astecas e Maias

Dois Impérios de cultura mesoamericana, pré-colombiana, os Astecas e os Maias produziram obras de arte maravilhosas e tiveram um fim rápido.


Impérios marcados pela violência, falam-se em 80.000 sacrifícios humanos somente no Império Asteca.


O vídeo mostra a beleza e arte dessas culturas e foi produzido por alunos da Escola Estadual 13 de maio.

Não há muito o que se falar sobre o trabalho artístico dos Maias e Astecas. Apenas fica aqui a pergunta: Como pode tanta beleza ter sido criada com tamanho derramamento de sangue?

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Que Cheiro te Traz Boas Lembranças?

Que cheiro te traz boas lembranças? 
-Para mim o cheiro de um livro e de revistas, me lembram meus tempos de menino, quando lia os livros do meu pai e quando economizava todo dinheiro que podia para comprar gibis.


Diálogos do seriado americano do final dos anos oitenta e inicio dos anos noventa Dawson's Creek. Fantástico.

-O olfato é o mais mnemônico dos sentidos. Desperta todo tipo de lembranças.

-Baunilha. Toda vez que sinto o cheiro.
Seu pai trabalhava num restaurante quando namorávamos.
A peixaria da família Franklin.
Depois do trabalho, quando ia me buscar... estava sempre cheirando a baunilha.
Eu me lavava com isso para diminuir o cheiro de bacalhau.

-Fenilenodiamina...
É a substância usada na revelação de filmes. Lembro a primeira vez que abri um rolo de filme. É um cheiro intenso. Para mim, era o aromadas possibilidades.

-Naftalina...
Adoro o cheiro de naftalina.
Quando saímos da escola em Nova York... passávamos por um depósito velho atrás do auditório...
onde os atores guardavam as roupas das peças.
Eu passava horas escondida sob a saia de Guinevere... ou sob o manto de Lady Macbeth.
Não importava o que acontecesse. Se o dia tinha sido ruim...
e se eu estava arrasada. Lá nada podia me atingir.

-Suco Kickapoo.
Era um suco de uva que davam no final do dia no acampamento.
O dono do acampamento inventou esse nome bobo.
Sabíamos que era K-Suco.

-Vai parecer bobagem, mas acham possível sentir cheiro de neve?
É minha primeira lembrança.
Eu tinha uns três anos. Lembro de ficar na ponta dos pés...
para poder olhar pela janela e ver a neve caindo no rio gelado. Tudo sob uma manta de silêncio.

-Carro novo.
Quando saíamos de férias...
meu pai sempre alugava um carro novo em folha.
Esse cheiro me faz lembrar... quando viajávamos juntos pela estrada aberta.

-Bacon fritando, estalando... O cheiro entrava no quarto enquanto eu ainda dormia.
lnvadia meus sonhos e me convidava a acordar.

Com James Van Der Beek, Katie Holmes, Michelle Williams, Joshua Jackson, Kerr Smith, Meredith Monroe e Busy Philipps




Imagem do seriado Dawson's Creek

sábado, 10 de janeiro de 2015

Ingazeiras - Ednardo

MPB - Música Popular Brasireira - Raízes

Ingazeiras - Ednardo


Nasci pela Ingazeiras
Criado no ôco do mundo
Meus sonhos descendo ladeiras
Varando cancelas
Abrindo porteiras

Sem ter o espanto da morte
Nem do ronco do trovão
O sul, a sorte, a estrada me seduz

É ouro, é pó, é ouro em pó que reluz
É ouro em pó, é ouro em pó

É ouro em pó que reluz
O sul, a sorte, a estrada me seduz

José Ednardo Soares Costa Sousa, cujo nome artístico é Ednardo (Fortaleza, Ceará, em 17 de abril de 1945) , é um cantor e compositor brasileiro, compositor da canção Pavão Misterioso. 


Ingazeiras é um distrito do município de Aurora, no Ceará.  Distante 499 quilômetros de Fortaleza, e é cortado na parte leste pelo rio Salgado, um dos afluentes do rio Jaguaribe.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Resenha de “O Livro das Estações, de Fernando de Oliveira”

Em uma festa na casa do Ricardo Cravo Albin, apresentado por nosso amigo comum o poeta Sergio Natureza, conheci o Fernando de Oliveira. Fiquei surpreso e estarrecido ao perceber o seu conhecimento em relação às plantas e logo pensei que fosse, além de grande letrista, também botânico - depois descobri que era médico veterinário -. À medida que caminhávamos por várias partes do ambiente, que ainda detém boa parte intacta da Mata Atlântica original, ele nos falava das flores, das árvores, das podas, seus nomes técnicos, seus tempos de floração, as estações etc.

Do Fernando de Oliveira já conhecia algumas de suas letras com melodias da Rosa Passos, de quem é o parceiro mais constante, composições emblemáticas como “Verão”, “Roseira” e “Pequena música noturna”, incluídas neste seu primeiro volume de poesias “O Livro das Estações”, repleto de outros textos, também melopeicos e no melhor da tradição dos poetas provençais do século XII (Arnaut Daniel, Bertran de Born, Marcabru, Bernart de Ventadorn e Guilhem de Peitieu) e da poesia trovadoresca ibérica do século XIII (Dom Diniz, Dom Sancho I e bem depois, no século XVI, em Luis de Camões, Bernadim Ribeiro e Sá de Miranda). Outras características dessas mesmas escolas, implícitas em sua poética, foram acentuadas no prefácio do poeta-letrista Ildázio Tavares:


"Primeiro, a configuração de uma poesia que se enraíza na tradição popular - que dela se reapropria para lhe dar um sentido novo, evidentemente erudito. Assim o faz Fernando de Oliveira. Segundamente, o exercício da síntese que, sem ele, não há poesia - há algaravia - e Fernando sabe disso e procura aquele desiderato, talvez supremo do verso que Ezra Pound definiu tão bem: dizer muito com poucas palavras"

Das três categorias concebidas por Ezra Pound: a logopeia (a dança do intelecto entre as palavras); a fanopeia (um lance de imagens sobre a imaginação visual) e a melopeia (propriedade musical que dá sentido às palavras e orienta o seu significado), com certeza, é nesta última que a maioria dos poetas brasileiros se enquadram, principalmente, os que usam e abusam das melodias populares, tais como Orestes Barbosa e Vinicius de Moraes, e da geração do Fernando de Oliveira: Paulo César Pinheiro, Capinan, Aldir Blanc, Cacaso, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Sergio Natureza, Salgado Maranhão e Xico Chaves, só para citar alguns craques dessa imensa seleção de letristas que navegam nas melodias para nos legarem seu recado poético.

De outra feita, sua parceira Rosa Passos percebeu também a sinestesia nos textos:

"A poesia de Fernando é leve, livre, e tem movimento, cor e beleza, como as estações do ano”

São textos que tanto usam a fanopeia, como o palpável nas relações da forma, do som e das cores, como no poema “Frutos de inverno”, no qual dá para sentir o cheiro das frutas perfiladas pelo poeta, diga-se de passagem, bem brasileiras, resquícios de um bem apreendido Catulo da Paixão Cearense.

“A brisa está cheirando a cajarana,

laranja, tangerina, jenipapo,

compotas de acerola e de banana,

goiaba, cambuí, limão do mato”

O livro é dividido em quatro blocos e tem as estações do ano como eixo de articulação da temática, em poemas que trazem a musicalidade intrínseca em sua argamassa e feitio, peculiaridade de poetas ligados ao popular e à oralidade.

A borda pode limitar o prato, mas, não limita a fome e Fernando de Oliveira é um poeta desobediente da mesmice, um new-aedo que vive cantando estórias... Acho até que, com essa coletânea, inventou uma quinta estação, uma espécie de “Estação Enlevo”, na qual nos deixa esperando, ávidos, pelo próximo livro.

Euclides Amaral é poeta-letrista

e pesquisador de MPB do Instituto Cultural Cravo Albin

O Livro das Estações, de Fernando de Oliveira

Edição: Idea Design, Salvador, 2014

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Cova da Onça

No livro "Valença de Ontem e de Hoje" do escritor valenciano Leoni Iório, encontrei esse bela lenda: "Numa garganta, ao sopé da Serra dos “Mascates”, havia uma furna de aspecto feio, habitada por um enorme jaguar, terror da redondeza, de onde a denominação local: Coiareté — Cova da Onça (de Co-cova, e Iauareté-jaguar). Consertava-se o meio de eliminar aquele perigo, quando um velho e respeitoso Coroado, indiferente a qualquer risco, porque, como diziam, nunca se vira desamparado por Tupan, mete-se um dia na furna, com toda naturalidade. Era de mais: um suicida, talvez. À noite, porém, com surpresa geral, a fera vem chegando, e ao pressentir algo de estranho, pára perto da furna, enfurece, avança e recua, e, por fim, soltando um urro doloroso, desaparece na mata, para sempre. Ante mais esse fato, não podia restar dúvida: o silvícola tinha poderes sobrenaturais que o protegiam. E firmou então os seus créditos de guarda tutelar do Bem, a cuja simples aproximação o Mal se retirava. Daí, por diante, generalizou-se a crença de que toda a extensão em frente à furna, até onde alcançasse o olhar benfazejo do índio, estava livre de espíritos mal formados. Arnaldo Nunes transpõe esta lenda, para o seguinte poema:



COVA DA ONÇA

Dizem que ao sopé daquela serra havia,
No grande resplendor da natureza,
Uma furna tristíssima e sombria,
Justo terror de tôda a redondeza.

E’ que, mais de uma noite, à luz tranqüila
E solene do luar, vira o selvagem
O forte reluzir de uma pupila
Entre o lindo veludo da folhagem:
—Pupila que o jaguar fixa na lua,
Quando pela amplidão, régia, flutua.

Mesmo assim, ao perigo indiferente,
Cena vez, um Coroado -— alma guiada
Por Tupan, como cria tôda gente
Faz daquêle covil sua morada.
Louco talvez, talvez um suicida
Cansado dos rigores desta vida!

À noite, entanto, quando sorrateira
A fera, regressando, do alto desce:
— Algo pressente, em cólera se esgueira,
Ventre colado ao chão, chega, recua,
Escarva terra, treme, pára, estua,
E... num urro brutal, desaparece!...

E’ que ali estava a mágica figura
Do índio, vindo lá da célica planura!
Mal não havia pois que resistisse
A presença de tal iluminado...
E foi por sua voz que o Céu bendisse
O novo aldeiamento então criado!”

domingo, 21 de dezembro de 2014

Jean-Baptiste Debret

O pintor francês Debret, Jean-Baptiste, veio ao Brasil juntamente com a Missão Artística Francesa em 1816. Sob a influência de Jacques-Louis David, iniciou sua carreira artistica. Participou da Missão chefiada por Lebreton e residiu no Brasil entre 1816 e 1831, dedicando-se à pintura e ministrando aulas. 

Debret estudou a sociedade brasileira e nas suas pinturas retratou as paisagens e destacou a forte presença dos escravos. Em 1829, por iniciativa própria, realizou a primeira exposição de arte do Brasil. Em 1831 volta a França alegando problemas de saúde, depois de viver 15 anos no Brasil, revelou uma forte relação pessoal e emocional pelo país. Com um forte e explêndido traço, retratou com emoção e sensibilidade, os maus tratos a que eram submetidos os escravos naquela época, a vida dos indios brasileiros e as belas paisagens tropicais de nosso país. 




fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Debret

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