sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O Artesanato de Mana's Artes & Cia



Olhando mais detalhadamente o Blog Mana's Artes & Cia descobri o nome da irmã da Cintia, ela se chama Cris, são duas artesãs muito habilidosas.

Que trabalho espetacular essas irmãs realizam. Os trabalhos artesanais delas tem um excelente acabamento, são caixas de vários tipos e estilos todas realizadas com muito bom gosto.


Faça uma visita talvez você encontre algo que encaixe em seu orçamento e ajude a decorar sua casa.


"Espacinho das artes das irmãs Cintia e Cris! Aqui vamos compartilhar nossas artes. Seja bem-vindo e faça sua encomenda."



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O que é Artesanato?



O que é artesanato?

Artesanato, trabalho manual ou produção de um artesão. Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.


O artesanato é tradicionalmente a produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja, não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. 

Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante ou aprendiz.


Artesão: Itiberê Andrade

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Arte Rupestre no Paleolítico



Uma manada de búfalos é observada por um grupo de caçadores. Não muito longe dali, numa caverna, um artista do paleolítico termina sua obra. Os outros componentes do grupo acham que ele tem poderes mágicos. 

Os autores das pinturas rupestres não eram simples diletantes, eram profissionais e conheciam seu ofício.  Talvez nem precisassem participar da coleta de alimentos, pois eram considerados mágicos. 

Pela quantidade de obras de arte encontradas, a busca pelo alimento não parecia ser a sua maior preocupação.  

Especula-se até que existissem professores e alunos, devido as correções feitas em algumas obras daquele período. 


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Parabéns, Poeta Manoel de Barros


Uma pequena homenagem pelo aniversário de 96 anos do grande poeta Manoel de Barros.

Arte e poesia com a simplicidade de um menino.

Manoel de Barros é tudo de bom e mais um pouco, é a simplicidade que eu gostaria de ser.

O poeta Manoel de Barros completou nesta segunda-feira, 19 de dezembro, 95 anos de idade. Nasceu em Cuiabá (MT) no Beco da Marinha e mudou-se para Corumbá (MS). Atualmente mora em Campo Grande (MS). É advogado, fazendeiro e poeta.


"Eu tinha vontade de fazer como os dois homens que vi sentados na terra escovando osso. No começo achei que aqueles homens não batiam bem. Porque ficavam sentados na terra o dia inteiro escovando osso. Depois aprendi que aqueles homens eram arqueólogos. E que eles faziam o serviço de escovar o osso por amor. E que eles queriam encontrar nos ossos vestígios de antigas civilizações que estariam enterrados por séculos naquele chão. Logo pensei de escovar palavras. Porque eu havia lido em algum lugar que as palavras eram conchas de clamores antigos. Eu queria ir atrás dos clamores antigos que estariam guardados dentro das palavras. Eu já sabia também que as palavras possuem no corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias remontadas. Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar de cada uma. Para escutar os primeiros sons, mesmo que ainda bígrafos. Comecei a fazer isso sentado em minha escrivaninha. Passava horas inteiras, dias inteiros fechados no quarto, trancado, a escovar palavras. Logo a turma perguntou: o que eu fazia o dia inteiro trancado naquele quarto? Eu respondi a eles, meio entresonhado, que eu estava escovando palavras. Eles acharam que eu não batia bem. Então eu joguei a escova fora."

Manoel de Barros

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Arte no Período Neolítico


No escuro de uma caverna um homem atarracado e forte, pega um graveto e arrisca alguns traços. Esboça pequenos riscos disformes e formas diferentes das representações fiéis da natureza, ali começa o período neolítico. Os desenhos que sugerem hieróglifos, símbolos ocupam o lugar das reproduções exatas dos objetos. Os traços são simplificados e estilizados, o que favorece mais tarde, surgirem formas mais corretas e rigorosas.


O período paleolítico, com seu estilo naturalista, começa a desaparecer lentamente. Essa mudança de estilo é uma passagem do homem que vive simplesmente colhendo e catando o que a natureza lhe oferece, para a fase de domesticação de animais e cultivo das plantas. Em meio a essa turbulência de mudanças, o homem vai se adaptando. 

O culto aos mortos, o cultivo da terra, a busca por matérias primas, são mudanças que influem em seu modo de ver o mundo e todas as coisas. A arte vai se intelectualizando e ficando mais racional. O mágico e o imaginário dão lugar a uma visão mais concreta da realidade. A vida parasitária do período paleolítico se modifica e torna-se produtiva e construtiva. O homem perde seu instinto de caçador e se torna um formalista, um antagonista da natureza. Esse período se torna hegemônico e tem longa duração.


fonte: http://pt.wikipedia.org

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A arte na Pré-história I



Alguns historiadores e arqueólogos partem da ideia  de que a arte praticada no período paleolítico, era baseada em princípios unicamente formais; outros, que a preservação da existência natural e a reprodução são as primeiras formas de manifestações artísticas. O que seria a única forma de subjugar e dominar a realidade. Nesse caso a arte não seria afastada da vida e da natureza, não sendo apenas uma coisa estática, sem participação na história, mas uma técnica ágil, por vezes sugestiva, quase impressionista.


As pinturas rupestres do período da pedra lascada, só têm um paralelo mais recente, mais exatamente no movimento impressionista. Alguns afirmam que essas pinturas, chegam a ter semelhança com pinturas de Toulouse-Lautrec e Degas.

O caçador e o pintor da era paleolítica achavam que se tivessem a imagem, teriam o próprio objeto. Pintar um animal na parede da caverna seria ter o próprio animal. Para eles a pintura não se separava da realidade, uma era complemento da outra, não havia diferença.


Chegamos à conclusão de que na idade da pedra lascada, a arte estava serviço da vida. Não se sustenta a tese das pinturas serem apenas decorativa ou expressiva, inclusive por muitas dessas pinturas, encontrarem-se em locais muito escuros e de difícil acesso. Era preciso colocá-las em locais estratégicos, onde eram feitos rituais mágicos. 

Pintavam-se animais atravessados com lanças e flechas, e em alguns casos essa armas eram atiradas contra as pinturas.  Sendo assim, não cabe que qualifiquemos essas obras, apenas de lúdicas e ornamentais.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Manual de Curso de Fibra de Bananeira


Material bastante interessante para aqueles que estão querendo aprender uma nova técnica artesanal e desejam aumentar sua renda.

Apostila de Artesanatos e Papéis em Fibra de Bananeira

REALIZAÇÃO: Prefeitura Municipal de Ubatuba 
Local: Secretaria Municipal de Cidadania e Desenvolvimento Social Rua Paraná, 375 – Centro - Ubatuba – SP 
Fone : 12 – 3832-6038


TÉCNICA: 
Colheita do material (Pseudocaule) para confecção da palha: O pseudocaule (tronco) da bananeira deve ser cortado cerca de três palmos do chão. O pseudocaule é constituído por camadas que se soltarão facilmente e também de um liquido que pode manchar a roupa e por isso deve-se neste estágio, usar o avental, luvas de borracha e se possível, botas para se evitar acidentes durante o corte. Para a confecção de palhas, utilizamos todas as bainhas que formam o pseudocaule, que geralmente contem mais ou menos de 15 a 20 partes, e podem ser retirados uma a uma manualmente. Após a retirada das bainhas, estas serão desfiadas em fitas ou tiras para se obter as palhas. 

CONFECÇÃO DA PALHA: 
Cada bainha é constituída de varias tiras, sendo cada uma delas de diferente espessura e cada tira é formada uma palha; depois de lavada, secada e trabalhada. 

RELAÇÃO DE MATERIAS NECESSARIOS: 
- Pseudocaule de bananeira. - Faca. - Glicerina ou amaciaste. - Pedra hume ou sal. - Lata de tinta vazia e limpa (18 Litros). - Pano para limpeza. - Colher de pau. - Peneira. - Mesa. - Cloro ou água sanitária. - Luvas de borracha. - Avental. - Anilina para tecido. - Água. - Fogão. - Jornal velho. - Tesoura. - Bacia. - Tear. - Sabão em pó. - Detergente. Os trabalhos devem ser desenvolvidos em lugares arejados e grandes para se fazer alguns varais, que contenham várias mesas, tanque ou pia com água e fogão de gás. 

INTRODUÇÃO: 
O curso de artesanato com fibras de bananeiras, tem como objetivo reciclar as fibras que nunca eram aproveitadas; e que, portanto não eram nada úteis. Assim sendo, após o corte do cacho das bananas, quando estas já estiverem prontas para o consumo, corta-se o caule, o qual este se tornara, depois de trabalhado, geração de rendas através do artesanato, produzindo papeis, palhas e diferentes formas de fios com a fibra deste caule, as quais são perfeitamente viáveis na confecção de vários artigos como: as folhas de papeis, bolsas, esteiras, cestos, chapéus, bonecas, tapetes, etc. Esta apostila contém detalhes e conhecimentos técnicos para que o artesão possa receber algumas ou várias propostas de como confeccionar e comercializar os produtos relacionados em projeto anteriormente elaborados. A palha e o fio da bananeira são retirados do pseudocaule (tronco) da bananeira, o papel é produzido inclusive das partes secas. O pseudocaule da bananeira é cortado para ser reciclado porque a mesma só produz o cacho uma vez: após a retirada do cacho é perfeitamente viável que se trabalhe com o caule para fins artesanais. 

TIPOS DE PALHA: 
- Palha lateral. - Palha interna. - Renda. - Palha externa.

PALHA LATERAL:
Após a retirada da bainha inteira do pseudocaule, as duas primeiras fitas, retiradas nas suas laterais, que geralmente são finas, não precisam de tratamento, e são chamadas de palha lateral. Pelas espessuras pode-se extrair duas palhas de cada lado da bainha. Após o corte do restante das tiras da bainha, no sentido do comprimento, elas variam de 1,0 cm e meio á 4,0 cm de largura. Todas as tiras depois de cortadas serão lavadas e colocadas para secar. 

PALHA INTERNA: 
É a parte mais mole da bainha, ou seja, á parte de dentro, de onde se extrai a palha. 

RENDA: 
O meio da bainha é formado por uma camada relativamente rendada; que é extraída limpando-se os seus dois lados da fita. 

PALHA EXTERNA: 
Como se diz o nome é a palha confeccionada através da camada de fora da bainha, extraídas com o auxílio da faca de cozinha que não possuem serra, para não danificar a fibra a ser retirada. 

PREPARAÇÃO DAS FIBRAS: 
1 - Depois de retiradas as tiras da bainha, uma a uma, retira-se em primeiro lugar a camada de dentro da bainha juntamente com a renda. 2 - Temos já separada a parte exterior. 3 - Agora, separamos a parte interna da parte da rendada. 4 - Voltamos a parte exterior primeiramente extraída e raspamos inteirinha para a retirada da mucilagem. 5 - Todas as tiras devem ser lavadas e postas nos varais para a secagem. Se colocadas no sol, as palhas tornam-se de cor clara; se secar dentro do barracão ou em lugares ventilados, mas não secadas no sol, estes terão cores mais escuras. Como todas as outras fibras vegetais; as palhas de bananeiras devem estar maleáveis para serem manuseadas, ou seja, não podem estar secas demais, e caso isto ocorra, devem ser umedecidas novamente antes de serem utilizadas em trabalhos artesanais

TINGIMENTO: 
Para se tingir as palhas confeccionadas, podemos utilizar os corantes encontrados na natureza, o qual cozido juntamente com a fibra, adquirirá tons e cores variadas ou mesmo podem se tingir comas anilinas utilizadas para tingir tecidos. 

MATERIAIS NECESSÁRIOS: 
- Lata com água (lata de 18 litros. Com 06 litros de água). - Pedra hume (10 colheres) ou sal. - Anilina para tecido (03 tubos). - Glicerina (10 colheres) ou amaciaste. - Colher de pau. - Fogão a gás. 

PARA TINGIR: 
1 - Coloque 06 litros de água em uma lata de tinta vazia e limpa (de 18 litros) Coloca-se no fogo para ferve, após abrir fervura, acrescente a água, 10 colheres de sal pó pedra hume, 10 colheres de glicerina ou amaciaste e três tubos de anilinas para tecido. 2 - Mexa bem. 3 - Umedeça as palhas a serem coloridas e coloque na lata de água fervendo. 4 - Mexa bem. 5 - Deixe ferver por 45 minutos, mexendo sempre para que a cor fique uniforme. 

SEPARAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE PALHAS: 
Palha interna e rendada: É utilizada para confecção, em tear, de tecido como: -Tapetes. - Bolsas. - Chapéus. - Esteiras, etc. Palha externa e rústica: É mais resistente e é utilizado para objetos trançados, como por exemplo: sacolas, cestas, chapéus, esteiras e etc. 

TÉCNICA: 
Preparação do Tear: - Quadro de madeira 20 x 20 cm, com 02 cm de espessura. - Pregos. - Martelo. - Lápis. - Régua. Colocam-se os pregos na parte de cima e na parte de baixo do quadro, com espaço de 01 cm entre eles.


EXEMPLOS DE TINGIMENTOS COM CORANTES NATURAIS:
- Semente de urucum: alaranjado. - Pó de café: marrom. - Casca de cebola: alaranjado. - Açafrão: amarelo. - Folha de cenoura: verde. - Folha de abacate: mostarda. - Caroço de abacate: marrom. - Folha de salvia: verde. - Casca de uva: azulada. - Casca de jabuticaba: rosa. - Casca de pinhão: marrom avermelhado. - Semente de girassol: amarelo. 

COMO TINGIR UTILIZANDO CORANTE NATURAL: 
1 - Em uma lata de 18 litros. Colocam-se 5 litros de água e põe-se a ferver. 2 - Colocam-se 50 gramas de pedra hume ou sal, mexendo bem, acrescente os corantes naturais. Exemplo: (10 cachos de urucum). 3 - Ferver por 45 minutos. 4 - Retirar a planta ou sementes. 5 - Coloque a palha nesta água e cozinhe por 1 hora, mexendo para absorver toda a cor, de forma homogênea. A pedra hume é usada para fixar a cor, e como fixador natural, pode-se usar folhas de goiabeira, pois esta age como mordente ( fixador). Exemplo: Dissolver urucum em água fervendo junto com folhas de goiabeira. Cozinhar as fibras por 1 hora nesta substancia, depois de retirar do fogo, deixar nesta mesma água por mais 24 horas. 

MONTAGEM DO URDUME (BASE DO TECIDO): 
1 - Passar o barbante de 04 fios por entre os pregos, entre dois lados do tear. Inicia-se amarrando o fio no 1° prego, fazendo o zigue – zague até o final, dar um nó no último prego ou iniciar amarrando o fio do barbante no quadro do tear, ao lado do 1° prego. 

CONFECÇÃO DA PEÇA. (PANÔ): 
1 - Depois de confeccionado o urdume, inicia-se a 1ª carreira no tear, passando a palha confeccionada entre as fileiras de barbante, intercalando um por cima e outra por baixo. 2 - Vá juntando as tiras de palha de bananeira para que fiquem bem juntinhas. 3 - Aperte as palhas usando um pente largo. 4 - As emendas são feitas sobrepondo o ultimo pedaço de palha +/- 04 cm, evitar dar nós. 5 - Utilizar palhas da cor natural ou intercalar com as coloridas.

TÈCNICA CONFECÇÃO DO CACHEPÔ: 
Material necessário: - Palhas ou fios de bananeira. - Agulha de costurar saco. - Barbante para costura. - Forma de cachepô. 1 - Fazer uma trança de três (de cabelo) com 03 tiras de palhas de mais ou menos 01 metro cada. 2 - Com a agulha, ir costurando as voltas da trança ate atingir o tamanho desejado. 3 - Para acabamento da borda do cachepô, faça o final da trança com fibras bem fininhas, para que estas acabem na mesma altura que a trança anteriormente costurada. 4 - Prenda o final das três pontas sob um ponto do cachepô, utilizando a agulha, grampo confeccionado em arame. Técnica Técnicas diferentes para a confecção de cestos, chapéus e bolsas. Serão confeccionadas mais duas técnicas. 

A PRODUÇÃO DO PAPEL DE BANANEIRA:
A produção do papel de bananeira pode ser obtida por diversos processos. Os mais utilizados são: Mecânico – as fibras são prensadas; Químico – é o que vamos utilizar. 1.Corta as parte da bananeira mais ou menos 03 cm – de preferência as partes mais macias usando sempre um avental ou roupas velhas por conta das nódoa. 2.cozinhar o vegetal picado,com 1/2colher de ( café )de soda cáustica e 01 colher de sopa rasa de barri lha por litros de água por cerca de 03 horas. Este processo serve para eliminar a lignina e outros componentes como carboidratos, açucares, sais inorgânicos e proteínas. 3.Tritura no liquidificador, pois assim é possível hidratar as fibras,fazendo com que as fibrilas(pêlos) se desloque do corpo da fibra, retira o excesso de água lava bem o vegetal em água corrente para a retirada da soda castiça e, teremos então a polpa.coloca para descolorir em 1 copo de água sanitária cada 6 litros de água, quiser mais clara que o natural, ou para colorir. Atenção: colocar luvas de borracha e avental, pois o contato com soda castiça causar irritação na pele. Evite respirar o vapor do cozimento, pois ele é tóxico. Coloca – se água na bacia. A quantidade para cobrir o quadro e a tela. Adiciona – se a polpa o suficiente para a espessura do papel desejado 1 copo de cola e o corante se quiser. Mergulha – se o molde verticalmente ate o fundo do recipiente. Movimento-o no sentido vertical. Ergue – se o molde, ficando as fibras retidas nas suas trama. Vira se a tela sobre o tecido, deixando a escorrer o excesso com o auxilio de uma bucha de espuma pressionado contra o tecido, absorvendo a água, retire do quadro e leve para secar, em local que não tenha ventilação forte. Evite secar o papel de cor ao sol, pois poderá perder a tonalidade, ou seja, descorar. 

OBS:
 para cada 10 litros água, 1 copo de cola o (CNC) pó para cola, 1 colher para cada copo de liquidificador de água fria. Barrila – encontra – em lojas de material para piscina ou casas de produtos para campo Tingimento vegetal.

MATERIAL NECESSÁRIO: 
• Panela; • 02 colheres de chá de pedra hume; • 01 litro de água. • Peneira; • Planta da qual irá se extrair a cor; • Colher de pau; 

MODO DE FAZER: 
Cozinha a planta com a pedra hume até que a água do cozimento esteja bem tingida. Coe a água, coloque um pouco de polpa e, cozinhe por alguns minutos mexendo para incorporar cor. 

VEGETAIS QUE SERVEM PARA TINGIR: 
Casca de cebola, folha de abacate, urucum, casca de cebola de cor vermelha, açafrão, chá mate, café, etc. 

TINGIMENTO INDUSTRIAL MATERIAL NECESSÁRIO:
• POLPA; • Tubetes tinge cor (quantidade de acordo com a tonalidade que desejar); • 03 litros de água; • 06 colheres de chá de pedra hume. 

MODO DE FAZER: 
Deixe a água ferver numa panela comum, coloque a pedra hume e o tubete de tingi cor. Misture bem. Adicione e misture a polpa. Deixe ferver um pouco. Agora, é só colocar num recipiente com água e fazer o papel. 

TINTURA INDUSTRIAL: 
Anilina para artesanato, anilina para tingir roupas, papel de seda estêncil pó xadrez, etc. 

PAPEL FLOCADO: 
Dá–se sete nomes ao papel quando se usa algo para ornamenta - lo. Por exemplo: rasas, casca de alho e cebola, folhas de cenoura, folhas e talos de beterraba, casca de laranja, de maça, flores do campo, cabelos de milho, etc. 

MATERIAL NECESSÁRIO: 
• 02 colheres de chá de pedra hume; • 01 litro de água; • Planta para ornamentar; • Polpa. 

MODO DE FAZER: 
• Deixe a água ferver, coloque a pedra hume e, em seguida acrescente a planta despedaçada. Espere 20 segundos e faça o choque térmico com água corrente. Coloque no liquidificar e de uma leve batida se necessário. • Coloque a água no recipiente e acrescente a polpa e a planta • Misture com a mão, mergulhe as molduras (tela+janela) no recipiente. Erga-as mesmo processo que faz o papel. Quando for acrescentar materiais seco, tais como: linha, sisal, fios de lã, serragem, flores e flores desidratadas-não há necessidade de cozimento com pedra hume. Basta cortar ou bater no liquidificador e misturar com polpa e água e, fazer o mesmo processo ensinado anteriormente. Obs.: A pedra hume é usada para fixar a cor das plantas e não deixar oxidar. 

DICAS DE COMERCIALIZAÇÃO:
Os diversos tipos de palha, fibra, fio ou papel de bananeira poderão ser utilizados na confecção de esteiras, tapetes, jogos americanos, cortinas, balaios, cestas, balsas, chapéus, caixas, cartões, revestimentos de abajur, capas de caderno e, outras infinidades de produtor. O artesanato com palha, fio e papel de bananeira, pode se transformar em importante fonte de renda. Além dos conhecimentos técnicos proporcionados por seta apostila, o artesão deverá estar atento para as regras de comercialização: * considere como, onde e para quem irá vender sua mercadoria, antes mesmo de produzi – lá! * É preciso colocar um prego justo e compatível como o mercado, mas, que também remunere seu trabalho. *o importante e unir técnica com criatividade, estética com qualidade com qualidade. [A palha, o fio e o papel da bananeira, apresentam atributos estéticos em termos de cor, brilho e textura capas de garantir seu sucesso junto ao público consumidor, não só de nossos pais, mas também com matéria prima de produtos para exportação.

TEAR CASEIRO:
Muitas vezes a tapeçaria nos desencoraja a aprender sua técnica de confecção. O resultado é tão bonito e perfeito que parece impossível alcançar. No entanto, é bem mais fácil e simples do que se possa imaginar. e, o que e melhor,alem de funcionar como uma verdadeira terapia, pode se transformar numa atividade muito lucrativa. Existem vários teares apropriados para tapeçaria. O mais simples e o chamado “TEAR DE PREGO”, que pode até ser construído em casa. Pra isso basta fazer uma moldura retangular em madeira. Em lado oposto da moldura, fixam-se prego, onde os fios serão enrolados paralelamente, formados ema espécie de “cama”, urdume. A técnica de tecelagem obedece aos mesmos princípios, com pequenas diferenças. Uma delas é a espessura dos fios, mais finos do que os usados para tapetes. Como montar o tear de prego Material necessário: • 01 moldura de 40 cm x 30 cm; • 01 martelo; • Aproximadamente 100 pregos; • 01 tesoura; • 01 pente com dentes largo; • 01 agulha grande (costurar colchão)

fonte das imagens:

http://www.artesanatopassoapassoja.com.br

http://planetasustentavel.abril.com.br

http://feiradeipanema.com

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Definição de Artesanato



Definição de artesanato, dicionário Aurélio.

[De artesão1 + -ato1.]
S. m. 
 1. A técnica, o tirocínio ou a arte do artesão1: 2   
 2. O conjunto ou a classe dos artesãos
 3. P. ext.  O produto do trabalho do artesão (2); objeto, ou conjunto de objetos feitos artesanalmente: 2  2   
 4. Local onde se pratica ou ensina o artesanato (1): 2   

Quando os primeiros seres humanos, começaram a fazer as primeiras ferramentas, ali estava configurado o nascimento do artesanato

O homem transformou, pela primeira vez, a matéria prima bruta em um utensílio há 6000 anos a.C., mais precisamente no período neolítico. Era o nascimento dos primeiros artesãos, polindo pedra e fabricando cerâmica, para guardar de alimentos. 

O artesanato brasileiro é o mais admirado em todo o mundo, e nossos primeiros artesãos surgiram também há 6000 anos a.C., no sudeste do Piauí.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Monteiro Lobato


José Bento Renato Monteiro Lobato, Paulista de Taubaté, mais conhecido como Monteiro Lobato, foi advogado, fazendeiro e adido cultural do Brasil nos EUA. Empreendeu luta incansável pela necessidade da exploração do petróleo em terras brasileiras e isso valeu-lhe a prisão e o exílio na Argentina. Mundialmente conhecido como escritor infantil, nasceu em 18 de abril de 1882. 

Não há no Brasil quem tenha superado Monteiro Lobato, como escritor de histórias infantis. No Sítio do Pica-pau Amarelo ele colocou personagens antológicos, como a boneca Emília, Narizinho e Pedrinho, Dona Benta, Tia Anastácia, Rabicó, o Visconde de Sabugosa, Tio Barnabé, o Saci-pererê, a Cuca, o Minotauro e muitos outros, misturando realidade e fantasia em doses sábias.


Fundou a Editora Monteiro Lobato & Cia, e segundo dizem publicava seus próprios livros, fez parceria com bancas de jornais para comercialização de suas publicações, algo inédito para época. Em 1921 distribuiu como doação cerca de 5oo exemplares de seu livro, "A Menina do Narizinho Arrebitado", para as escolas públicas.

Monteiro Lobato soube lidar com o universo mental da criança, empregando mitos do folclore mundial que convivem harmoniosamente com os mitos das histórias populares brasileiras.
Algumas histórias infantis: Reinações de Narizinho, Caçadas de Pedrinho e Hans Staden, Memórias de Emília e Peter Pan, Emília no País da Gramática, A Aritmética de Emília, O Poço do Visconde, Geografia de Dona Benta, Histórias de Tia Anastácia, O Minotauro, O Marquês de Rabicó

fonte parceria: www.livrosparatodos.net

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Constantin Stanislavski


Um dos maiores diretores e atores do século XX. Criador do método de interpretação Stanislavski, usado nas escolas de teatro de todo o mundo. Diretor, ator e crítico teatral russo nascido em Moscou. De família rica, filho de um industrial, desde jovem gostava de teatro, balé e ópera.

Começou na vida artística muito cedo, com apenas quatorze anos fundou o Teatro de Arte de Moscou, juntamente com o autor e diretor Vladimir Nemirovitch-Danchenko. Foi diretor do Estúdio de Ópera do Bolshoi (1918). Conhecido como Stanislavski, criou em 1922 o estilo de encenação que chamou memória afetiva e que logo após divulgou numa tournée internacional. Após sofrer um ataque cardíaco (1928), deixou de atuar e se dedicou a dirigir e formar atores e diretores.

  
Livros de Constantin Stanislavski:

STANISLAVSKI, Constantin. Minha Vida na Arte. Tradução de Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

A Preparação do Ator. Tradução: Pontes de Paula Lima. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

A Construção da Personagem. Tradução: Pontes de Paula Lima. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

A Criação de um Papel. Tradução: Pontes de Paula Lima. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Artesanato e Sustentabilidade


Artista do bambu, Itiberê de Andrade é também um artesão que acredita na sustentabilidade e na conservação do meio ambiente.

Em seu ateliê ele fabrica instrumentos musicais ecológicos, não convencionais de Bambu e Cabaça.

Um trabalho altamente ecológico e que não degrada o meio ambiente



Aos domingos o artesão pode ser encontrado na Feira Hippie de Ipanema.

Tel: (21) 7419-0360

Ateliê Santa Teresa: Centro Cultural Casa do Barão.

No vídeo é mostrado como é o seu trabalho artesanal, e o seu compromisso com o meio ambiente e com a  qualidade na fabricação dos instrumentos.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Arte nas Cores com Objetos e tramas / Bazar & Cia


Arte, cor e luz.

A sedução pela cor, o estilo na arte e a vida expressa em luz. Vejam o trabalho dos artesãos Wallace Rodrigues e Lia Bry e deliciem-se com esse momento de paz e bom gosto.


LUMINÁRIA JUTA DEGRADÊ Juta tingida, em tons de degradê vermelho indo até o amrelo, 33cm de alt x 13cm de larg, peso 400g
 
Objetos E tramas / Bazar & Cia é sua loja virtual de artesanatos, decoração, utilidades, vestuário e acessórios.


LUMINÁRIA INDÍGENA ESTILIZADA II Tecido de algodão tingido, fundo amarelo, com aplicações indígenas estilizadas coloridas, medindo 33cm de alt x 13cm de largura, peso 500g

Navegue em nosso blog e veja nossos produtos e compre agora, através do nosso email.objetosetramas@gmail.com ou pelo tel 55 (084) 8726 6549(oi) .
Curta nossa Fan Page no facebook Objetos E tramas/Bazar & Cia. Entregamos em todo país, com frete a consultar.

https://www.facebook.com/pages/Objetos-E-TramasBazar-Cia


A Feira Hippie de Ipanema Resiste


No mês de novembro a Feira Hippie de Ipanema completou 44 anos de existência.

Apesar dos inúmeros inimigos, tanto externos, como internos, a quarentona Feira Hippie continua firme no propósito de mostrar a arte sem compromisso e sem vínculos com o chamado "establishment", termo usado nos anos 60.

Inúmeros políticos, com boas, ou más intenções quiseram acabar com essa Feira sem sucesso e durante todo o período de existência a Feira Hippie passou por várias situações difíceis, algumas bastante concretas, outras nem tanto. Mas com ajuda de vários companheiros, alguns já falecidos, e de alguns políticos que nos ajudam até hoje, ela resiste e continua mostrando seu valor para a cultura de nosso estado.


Hoje a Feira Hippie de Ipanema se divide, e com isso somente quem ganha é o dito "establishment". Juntos somos fortes, desunidos não somos nada, apenas um bando correndo a deriva e fácil de ser abatido.

Para os que não conseguem ver, discussões de problemas internos, só prejudicam comercialmente e demonstram desunião e fragilizam ainda mais nossa feira. E uma velha frase cabe bem: "Roupa suja se lava em casa".

A Feira Hippie de Ipanema surgiu da necessidade dos artistas plásticos, que se reuniam em Ipanema no final dos anos 60, mostrar sua arte e sobreviver do seu trabalho, por isso a ruptura com o poder estabelecido. Hoje a proposta continua a mesma, queremos simplesmente sobreviver do nosso trabalho, mas para isso devemos nos manter a margem do poder estabelecido, que nunca nos deu nada, pelo contrário, apenas nos cobra e nos trata como marginais.

"Contracultura é um movimento que teve seu auge na década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político."



Akira Kurosawa


Nasce em 1910 um gênio do cinema mundial, Akira Kurosawa. Dono de uma sensibilidade sem medidas, ilustrador de revistas, foi pintor, publicitário e assistente de direção antes de se tornar cineasta.

Com de 32 filmes em seu currículo, entre eles, Kagemusha, Ran, Dersu Uzala e o precioso Os sete samurais, Kurosawa se torna um dos maiores diretores de todos os tempos.

Com o apoio de Francis Ford Coppola, Scorcese, George Lucas, consegue levar adiante seus projetos e criar novas obras primas.

Tendo forte influência do teatro Nô e Kabuki, nunca prescindiu da sua cultura e mesmo assim transcendeu nacionalidades.

Os filmes de Kurosawa, sempre valorizaram o sentimento do homem e a reflexão era sempre presente; mostrando que as escolhas éticas e morais são imprescindíveis no crescimento de todo ser humano.


fonte das imagens: http://www.russiablog.org
*
Filmografia: 
1993 - Madadayo 
1991 - Rapsódia em agosto (Hachigatsu no rapusodî) 
1990 - Sonhos (Yume) 
1985 - Ran 
1980 - Kagemusha, a sombra do samurai, no Brasil 
1975 - Dersu Uzala 
1970 - Dodesukaden 
1965 - O barba ruiva (Akahige) 
1963 - Céu e inferno (Tengoku to jigoku) 
1962 - Sanjuro (Tsubaki sanjûrô) 
1961 - Yojimbo, o guarda-costas (Yojimbo) 
1960 - Homem mau dorme bem (Warui yatsu hodo yoku nemuru) 
1958 - A fortaleza escondida (Kakushi toride no san akunin) 
1957 - Ralé (Donzoko) 
1957 - Trono manchado de sangue (Kumonosu jô) 
1955 - Anatomia do medo (Ikimono no kirodu) 
1954 - Os sete samurais (Hichinin no samurai) 
1952 - Viver (Ikiru) 
1951 - Hakuchi, o idiota (Hakuchi) 
1950 - Rashomon 
1950 - Shubun (O escândalo) 
1949 - Nora Inu (Cão Danado) 
1949 - Shizukanaru ketto (Duelo silencioso)
1948 - Yoidore tenshi (O Anjo Embriagado) 
1947 - Subarashiki nichiyobi 
1946 - Waga seishun ni kuinashi 
1946 - Asu o tsukuru hitobito 
1945 - Tora no o wo fumu otokotachi 
1945 - Zoku Sugata Sanshiro 
1944 - Ichiban utsukushiku 
1943 - Sugata Sanshiro 
1941 - Uma

Feira de Artesanato e Antiguidades da Rua do Lavradio


Todo primeiro sábado de cada mês acontece a Feira do Lavradio.

Situada no centro do Rio de Janeiro, mais precisamente na Rua do Lavradio, a feira reúne expositores de artesanato e antiguidades de várias localidades, além de contar com música ao vivo (chorinho) e diversas atrações.



O movimento tem início as 10 da manhã e se estende até as 19 horas.  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Final de Semana em Conservatória - Valença - RJ


Falando de Arte, Cinema, Música, Poesia, etc, me deu vontade de ir à Conservatória. Mas como estou trabalhando, quem sabe no próximo final de semana eu dou um pulinho lá. E por quê você também não aparece por lá? Que tal apreciar o casario, a paisagem, ouvir boa música e passar na "Cheiro de Fulô", para sentir os aromas da terra. Tomar um cafezinho, com pão de queijo, fresquinho ou aquela pinguinha de barril!

Te espero naquele pequeno paraíso encravado nas montanhas de Valença. Você vai? Eu vou!



A igreja matriz,
O banco da praça,
Nos sonhos as lembranças
de um amor infinito.
Quantas despedidas,
Quantos amores deixados para traz,
Só um amor posso levar comigo.
O grande amor que tenho por ti,
Conservatória.
Lá vai a Maria fumaça,
Nas janelas imagens que passam,
Mas ficam gravadas na mente
e nos corações.
Conservatória, pedaço do céu,
Vou embora levando comigo
O som dos teus violões
E a luz do teu luar.

Victor S. Gomez