sábado, 8 de dezembro de 2012

A Feira Hippie de Ipanema Resiste


No mês de novembro a Feira Hippie de Ipanema completou 44 anos de existência.

Apesar dos inúmeros inimigos, tanto externos, como internos, a quarentona Feira Hippie continua firme no propósito de mostrar a arte sem compromisso e sem vínculos com o chamado "establishment", termo usado nos anos 60.

Inúmeros políticos, com boas, ou más intenções quiseram acabar com essa Feira sem sucesso e durante todo o período de existência a Feira Hippie passou por várias situações difíceis, algumas bastante concretas, outras nem tanto. Mas com ajuda de vários companheiros, alguns já falecidos, e de alguns políticos que nos ajudam até hoje, ela resiste e continua mostrando seu valor para a cultura de nosso estado.


Hoje a Feira Hippie de Ipanema se divide, e com isso somente quem ganha é o dito "establishment". Juntos somos fortes, desunidos não somos nada, apenas um bando correndo a deriva e fácil de ser abatido.

Para os que não conseguem ver, discussões de problemas internos, só prejudicam comercialmente e demonstram desunião e fragilizam ainda mais nossa feira. E uma velha frase cabe bem: "Roupa suja se lava em casa".

A Feira Hippie de Ipanema surgiu da necessidade dos artistas plásticos, que se reuniam em Ipanema no final dos anos 60, mostrar sua arte e sobreviver do seu trabalho, por isso a ruptura com o poder estabelecido. Hoje a proposta continua a mesma, queremos simplesmente sobreviver do nosso trabalho, mas para isso devemos nos manter a margem do poder estabelecido, que nunca nos deu nada, pelo contrário, apenas nos cobra e nos trata como marginais.

"Contracultura é um movimento que teve seu auge na década de 1960, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e utilizando novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumido como uma cultura underground, cultura alternativa ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento, na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano, embora o movimento Hippie, que representa esse auge, almejasse a transformação da sociedade como um todo, através da tomada de consciência, da mudança de atitude e do protesto político."



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