segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Florbela Espanca


Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, Portugal no dia 18 de Dezembro de 1894, batizada como Flor Bela de Alma da Conceição Espanca, foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo.


Poesia que encanta e nos transmite beleza, simplicidade e sensibilidade.

Eu...
Eu sou a que no mundo anda perdida, 
Eu sou a que na vida não tem norte, 
Sou a irmã do Sonho, 
e desta sorte Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida, 
E que o destino amargo, triste e forte, 
Impele brutalmente para a morte! 
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê... 
Sou a que chamam triste sem o ser... 
Sou a que chora sem saber por quê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou, 
Alguém que veio ao mundo pra me ver, 
E que nunca na vida me encontrou!


Florbela Espanca

fonte:  osdeslimitesdapalavra.blogspot.com

Um comentário:

  1. Poema triste e que veio de uma pessoa sofrida,sensível e acomodada ao sofrimento,por isto talvez tenha morrido tão cedo.
    Mas lindo o que pude ler.

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