terça-feira, 26 de março de 2013

Bia Quevedo - Encanto e Arte


O Blog Bia Quevedo - Encanto e Arte, mostra o que a sensibilidade e a criatividade podem fazer para embelezar nossas vidas.

Objetos de um mundo encantado, onde as cores se misturam com a fantasia; e nos fazem acreditar que o belo está em toda parte, mas com certeza é preciso a mão do artista para nos ligar a ele.





"Sou uma sagitariana de bem com a vida e a arte é minha grande paixão. Coloco em cada trabalho todo o meu amor e a luz da minha essência. 

Sou artista plástica, artesã, ministro cursos e vivências utilizando a arte como uma fonte de auto-conhecimento e abertura da consciência do Eu superior. 

O meu trabalho é bem diversificado...a criatividade está sempre presente e convido a todos para conhecerem o que faço..."




sexta-feira, 22 de março de 2013

Arte nas Imagens Poéticas


De Victor S. Gomez — em Santa Teresa - Rio de Janeiro - RJ.

Das imagens que formam palavras, coladas nas paredes, nas portas, formam também poemas, de vida, de pessoas, que ao olhar transformam essas mesmas imagens em novos poemas.


Imagens de ninfas surgidas dos lagos, riachos, bosques, florestas, prados, montanhas e que se enveredam por lugares onde arte e loucura se aproximam.


O tempo se apaga e antes as moças observadoras de suas janelas, agora não olham mais, pois deram lugar as plantas que surgem revelando o verde mais que necessário a nossa sobrevivência.


E que tal o brilho do trilho vazio, que antes traziam felizes todos que nele embarcavam, hoje surgem apenas como imagens de bondes fantasmas que vão e vem apenas em nossa lembrança.


Os riscos e rabiscos nos muros concretizam desejos e, necessidades poéticas de afirmação, vindas de uma sociedade esquecida, onde os novos grafites surgem a nossa frente trazendo com eles suas reivindicações e imagens, que parecem nos falar:
– Não nos esqueçam, nós também existimos!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cidade de Valença - RJ


Valença - RJ:

Corria o ano de 1789, quando D. Maria I de Portugal incumbiu ao Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Souza, que iniciasse a catequese dos índios denominados Coroados. A empreitada não foi tão fácil, os coroados eram bastante temidos, mas não resistiram às armas dos homens comandados pelo capitão de ordenanças Inácio de Souza Werneck.

A noite os índios invadiam lavouras das fazendas vizinhas a aldeia, trazendo grandes prejuízos aos seus donos. As difíceis trilhas e densa floresta da mata atlântica dificultavam a viagem até a região dos coroados. Depois de vários combates com os destemidos Coroados, foi construída uma modesta capela dedicada a Nossa Senhora da Glória de Valença, em homenagem ao Vice-Rei descendente da tradicional família portuguesa dos Marqueses de Valença.

O contato com os colonizadores fez com que surgissem doenças, contra as quais os índios não tinham imunidade. Uma epidemia de varíola se propagou nesta época por várias aldeias, causando grande dano a comunidade indígena. Alguns poucos nativos que sobraram foram levados para Conservatória dos índios. Com a chegada do progresso a população branca aumentou e os poucos índios que restaram foram para Minas Gerais.

Colégio Theodorico Fonseca.


Rodoviária, antiga estação de trem.


Jardim de Cima

Em meados do século XIX, Valença tornou-se um dos municípios mais ricos do estado do Rio de janeiro. Várias linhas de trem cortavam seu território, para buscar as sacas de café estocadas nas fazendas. Uma grande malha ferroviária ligava Valença, Osório, Barão de Juparanã, Rio das flores, Conservatória e cidades vizinhas.

A instalação das oficinas e do 10.º Depósito da Central do Brasil; a construção da variante de Estêves e do trecho ferroviário entre Marquês de Valença e Taboas e de Rio Preto a Santa Rita de Jacutinga, fizeram também com que aumentasse a população, se enriquecesse o comércio e se desenvolvesse a indústria. Hoje suas belezas, tanto na arquitetura quanto as naturais, encantam a todos que nos visitam.

Jardim de Baixo.


Hotel Valenciano.


Catedral de Nossa Senhora da Glória e Colégio Benjamin Guimarães.


Balneário Ronco D'água.

terça-feira, 19 de março de 2013

Arte em Valença: Catedral de Nossa Senhora da Glória

Uma obra de arte no estilo colonial, a Catedral de Nossa Senhora da Glória, destaca-se na paisagem de Valença e pode ser observada de vários pontos de nossa cidade.

Construída no ano de 1820, a catedral passou por várias remodelagens com o passar dos anos, para aos poucos ter o desenho de hoje. No ano de 1917 teve suas duas torres reconstruídas, que tinham sido demolidas por causa de um desabamento.

No seu interior neoclássico, algumas obras despertam interesse dos visitantes: A imagem de N. S. da Glória em madeira policromada feita na Europa em 1866, obras de talha da capela-mor e diversas outras imagens em madeira como a de São Miguel Arcanjo.

A catedral de Valença, ainda conta com um museu em seu interior, idealizado pelo Monsenhor Natanael de Veras Alcântara, com inúmeras peças de arte sacra.

No adro da catedral são realizados diversos eventos culturais, shows de musicas, assembleias, entre outros.





quinta-feira, 14 de março de 2013

Luminárias Artesanais de Rolinhos de Jornal


Um trabalho diferente e consciente.

Artesanato é o próprio trabalho manual ou produção de um artesão (de artesão + ato). Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.

O artesanato do Blog Atelie do Lixo é show, e ele vai além do artesanato de cultura popular, chegando no campo das artes plásticas, verdadeiras obras de arte, você tem de dar uma espiadinha lá. Tem trabalhos lindos com reaproveitamento de material que certamente iria parar no lixo, aumentando a poluição e degradando o meio ambiente.

"Andei pesquisando usos diferentes para os rolinhos de jornal e estou gostando dos resultados. Fazendo rolinhos grossos e firmes, com uma folha inteira (das duplas), dá para montar estruturas consistentes e duráveis. Essas luminárias foram feitas apenas com rolinhos fixados com cola quente, sem nenhum outro elemento de sustentação, e ficaram perfeitamente firmes. Um segura o outro e o outro segura o um.
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Minha inspiração foram os ninhos de guacho, um passarinho escultor. Essa luminária redondinha aí embaixo é meu xodó atual. Mas todas que montei fazem sombras muito legais na parede..." Leia mais aqui...
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terça-feira, 12 de março de 2013

Decifra-me ou Te Devoro!


Tão antiga quanto à própria história da humanidade, talvez mais antiga que a própria civilização egípcia, a esfinge repousa silenciosa. Não se sabe a data certa da construção da esfinge, alguns especialistas a datam entre 10.500 a.C a 2.500 a.C, mas o que parece certo é que a estátua formada pelo corpo de um leão e cabeça humana, talvez tenha sido construída pelos egípcios do império antigo.

Esculpida num único bloco de pedra, esse tipo de arte é único no planeta e se encontra na região norte do Egito, no planalto de Guizé. O mistério persiste até hoje, como o indecifrável enigma proposto pela esfinge, que caso os que passassem por ela não adivinhassem, eram devorados.

Geólogos afirmam que a esfinge teria sido construída, por uma civilização mais antiga que a egípcia, o que causa grande alvoroço entre os egiptólogos. O certo é que ela está ai, será que alguém se atreve a decifrar o seu enigma?

 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Arte e Artesanato na Galeria do Rock


Esse post teve a inestimável participação da amiga e fotógrafa, Mariza Lyn .

Quatrocentos e cinquenta estabelecimentos comerciais, se espalham pela Galeria do Rock em São Paulo. Fundada em meados dos anos 60, com o nome de Shopping Center Grandes Galerias, ela era uma galeria como todas as outras. Foi no início dos anos 70, com o surgimento do movimento Hippie, que a galeria começou a ter o perfil, que a tornou conhecida pelo mundo afora.






Com o passar do tempo novas tribos surgiram e invadiram a Galeria. Hoje Skatistas, Hip-Hops, Artesãos, Metaleiros, Góticos e vários outros convivem em um ambiente de arte e rock.

Várias lojas espalhadas pelos andares da Galeria do Rock vendem CDs, discos, vídeos, camisetas, acessórios, bandeiras, pôsteres e itens de decoração. Há também estúdios de piercing e tatuagem e sedes de fã-clubes. Os outros são lojas de roupas, estabelecimentos de serigrafia, salões de cabeleireiros, oculistas, alfaiates, etc.
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Alguns dos grandes astros do rock já passaram por aqui e deixaram saudade: Bruce Dickinson (vocalista do Iron Maiden), Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana), Tarja Turunen (ex-vocalista do Nightwish) e bandas como Dream Theater, Paradise Lost e Sepultura.




A Galeria do Rock é o templo de várias gerações, gerações que conviveram com várias mudanças de nossa sociedade e que não perderam sua identidade, pelo contrário, se adaptaram e evoluíram  nunca deixando de amar o rock, a arte e a beleza.

A galeria do Rock está situada em São Paulo, próxima à estação de metrô República, na rua 24 de maio, número 62.

fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Galeria_do_Rock 

http://sampacentro.terra.com.br/historico.asp?id=202&ph=10&hist=1

terça-feira, 5 de março de 2013

Entrevista com Victor Biglione


A arte musical de Victor Biglione.


O jornalista Elias Nogueira entrevistou Victor Biglione que falou da carreira, do novo disco “Tangos tropicais” (Biscoito Fino, 2010) co-produzido por Nelson Motta, da segunda edição do livro “O Guitarrista Victor Biglione & a MPB”, de Euclides Amaral, com orelha escrita por Ricardo Cravo Albin e prefácio de Sergio Natureza, lançado em 2011 e dos prêmios ganhos com a trilha sonora do filme “Elvis & Madonna”, de Marcelo Lafitte, além dos novos shows, no Brasil e no exterior, para o ano de 2011.




Leia no Blog do Elias Nogueira:
http://www.eliassnogueira.blogspot.com

Victor Biglione Multifacetado!

Reportagem e fotos por Elias Nogueira

Victor Biglione é considerado instrumentista de renome com grande repercussão nacional e internacional. Argentino de nascimento, naturalizado brasileiro – Biglione é o estrangeiro que mais atuou em gravações da MPB e aparições pelo mundo.

Victor integrou o famoso grupo A Cor do Som despertando popularidade em seus trabalhos.

- Antes da A Cor do Som já tinha uma carreira. Comecei a gravar em 1977, a primeira gravação foi do Luiz Melodia “Mico de Circo” com a banda Black Rio a convite do saudoso Marcio Montarroyos. Sem falsa modéstia, é mais fácil perguntar com quem não toquei. É presente de Deus transitar por toda MPB – confessou Biglione.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Artesanato: Estatuto do Artesão Aprovado

Você conhece o Estatuto do Artesão

O Projeto de Lei Nº 3.926 / 2004, mais conhecido como Estatuto do Artesão, de autoria do Deputado Federal Eduardo Valverde (PT/RO), foi aprovado em decisão terminativa pela Presidência da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na data de 07/07/2010 e encaminhado para publicação no Diário do Senado Federal.

O Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 136, de 2009, tem por objetivo regular o exercício da profissão de artesão, recomenda, ainda, a oferta de linha de crédito para financiar a compra de matérias-primas e equipamentos, a comercialização da produção, a criação de certificado de qualidade dos produtos artesanais, a organização de cursos de capacitação e a criação da Escola Técnica Federal do Artesanato, só para citar alguns benefícios.

Para saber mais acesse:  http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb

http://www.ivbam.gov-madeira.pt/Estatuto-do-Artes%C3%A3o-1548.aspx
Artesão em sua oficina

O projeto do Sr. Eduardo Valverde trás segurança  ao artesão. Ele recebeu parecer favorável na câmara e certamente será aprovado. PROJETO DE LEI do Sr. Eduardo Valverde Institui o Estatuto do Artesão, define a profissão de artesão, a unidade produtiva artesanal, autoriza o poder executivo a criar o Conselho Nacional do Artesanato e o Serviço Brasileiro de Apoio ao Artesanato e dá outras providências.

Itibere Andrade: Artesão - foto: Victor S. Gomez

E S T A T U T O do A R T E S Ã O

O Congresso Nacional Decreta: :: CAPITULO I - Disposições gerais

Art.1º - Fica o Poder Executivo autorizado a instituir e a desenvolver Programa Nacional de Fomento às Atividades Artesanais, a criar o Conselho Nacional do Artesanato e o Serviço Brasileiro de Apoio ao Artesanato.

Art.2º - A presente lei tem por objetivos: a) Identificar os artesãos e as atividades artesanais, conferindo-lhes maior visibilidade e valorização social e contribuindo, também, para a dignificação das profissões ligadas ao artesanato; b) Contribuir para uma adequada definição e ajustamento das políticas públicas afirmativas objetivando a proteção da atividade, a organização e a qualificação profissional dos artesãos; c) Reforçar a consciência social da importância das artes e ofícios artesanais como meio privilegiado de preservação dos valores da identidade cultural do País e como instrumento de dinamização da economia solidária, da renda e da ocupação a nível local; d) Assegurar a produção de dados estatísticos que permitam obter informação rigorosa e atualizada sobre o setor, através do registro dos artesãos e das unidades produtivas artesanais. e) Criar linhas de créditos especiais para o fomento das atividades artesanais. f) Criar a certificação dos produtos artesanais, consoante com as peculiaridades regionais e culturais do povo brasileiro, com fito de valorizar os produtos típicos e diferenciados das diversas etnias e manifestações folclóricas do País.

Art. 3º - As disposições contidas neste diploma são aplicáveis em todo o território nacional, a todos os artesãos e a todas as unidades produtivas artesanais que pretendam ser reconhecidos como tal, sem prejuízo das eventuais adaptações às especificidades regionais. :: CAPÍTULO II SEÇÃO I Da atividade artesanal

Art. 4º - Designa-se por atividade artesanal a atividade econômica, de reconhecido valor cultural e social, que assenta na produção, restauro ou reparação de bens de valor artístico ou utilitário, de raiz tradicional ou étnico ou contemporânea, e na prestação de serviços de igual natureza, bem como na produção e confecção tradicionais de bens alimentares. Parágrafo 1º- A atividade artesanal deve caracterizar-se pela fidelidade aos processos tradicionais, em que a intervenção pessoal constitui um fator predominante e o produto final é de fabrico individualizado e genuíno, sem prejuízo da abertura à inovação consagrada no parágrafo seguinte. Parágrafo 2º- A predominância da intervenção pessoal é avaliada em relação às fases do processo produtivo em que se influencie ou determine a qualidade e natureza do produto ou serviço final, em obediência aos requisitos referidos no parágrafo anterior.

Art. 5º - A fidelidade aos processos tradicionais, referida no parágrafo primeiro do artigo anterior, deve ser compatibilizada com a inovação, nos seguintes domínios e nas seguintes condições: a) Adequação do produto final às tendências do mercado e a novas funcionalidades desde que conserve um caráter diferenciado em relação à produção industrial padronizada; b) Adaptação dos processos produtivos, equipamentos e tecnologias de produção, por imperativos de ordem ambiental e de higiene e segurança no local de trabalho e por forma a diminuir a penosidade do processo produtivo ou a rentabilizar a produção desde que, em qualquer caso, seja salvaguardada a natureza e qualidade do produto ou serviço final. c) Uso sustentável e racional dos produtos da flora, da fauna e do solo, visando adequar-se às exigências ambientais e de saúde pública e aos direitos dos consumidores.

Art. 6º - À luz do disposto nos artigos anteriores, estabelece-se a seguinte tipologia para as atividades artesanais: a) Artes; b) Ofícios; c) Produção e confecção tradicional de bens alimentares. Da lista de atividades artesanais

Art. 7º - O anexo I ,à presente lei, contém a lista de atividades artesanais a serem desenvolvidas de acordo com as condições previstas nos artigos anteriores. Parágrafo Único- A lista de atividades artesanais referida no caput deverá ser atualizada anualmente, de acordo com a evolução e transformações das aptidões e artes humanas. SEÇÃO II Do artesão

Art. 8º - Para efeitos do presente lei, entende-se por artesão o trabalhador que exerce uma atividade artesanal, em caráter habitual e profissional, dominando o conjunto de saberes e técnicas a ela inerentes, ao qual se exige um apurado sentido estético e perícia manual. Do Registro e dos requisitos da Profissão

Art. 9º - Para o exercício da atividade, o artesão deverá requerer registro nas Delegacias Regionais do Trabalho, que emitirá o “Registro Profissional do Artesão”, desde que cumpram os requisitos estabelecidos no artigo seguinte.

Art. 10º - Para a concessão do registro profissional, a Delegacia Regional do Trabalho deverá observar: a) Que a atividade desenvolvida pelo interessado deve constar do rol de atividades artesanais a que se refere o artigo 7.º, devendo o seu exercício observar o preceituado nos artigos 5.º e 6.º; b) Que o artesão demonstre que exerce a sua atividade a título profissional, com habitualidade, mesmo que secundária. Parágrafo Único – Excepcionalmente, e mediante fundamentação adequada, poderá ser concedido o registro profissional a quem, embora não cumprindo o requisito previsto na alínea “b”, seja detentor de saberes que, do ponto de vista das artes e ofícios, se considerem de grande relevância.

Art. 11º - O registro profissional de artesão deverá ser validado a cada 3 anos nos termos do regulamento.

Art. 12º - Em cada municipalidade, deverá ser garantida aos artesãos, espaço público adequado com o objetivo de permitir a exposição, com exclusividade, dos produtos artesanais SEÇÃO III Da unidade produtiva artesanal

Art. 13º - Para efeitos da presente lei, considera-se unidade produtiva artesanal toda e qualquer unidade econômica, legalmente constituída e devidamente registrada, organizada sob as formas de empresa em nome individual, estabelecimento individual de responsabilidade limitada, cooperativa, sociedade unipessoal ou sociedade comercial que desenvolva uma atividade artesanal, nos termos previstos na seção I do presente diploma. Do registro das unidades produtivas artesanais

Art. 14º - As unidades produtivas artesanais serão registradas com esta denominação jurídica, de forma simplificada e gratuitamente, nas Juntas Comerciais, desde que cumpram os requisitos estabelecidos no artigo seguinte. Parágrafo Único - A validade do registro de unidade produtiva artesanal será por períodos que variam entre dois e cinco anos, nos termos do regulamento. Dos requisitos para o registro

Art. 15º - As unidades produtivas artesanais deverão cumprir as seguintes condições, cumulativamente: a) Ter como responsável pela produção um artesão registrado na DRT, que a dirija e dela participe; b) Ter, no máximo nove artesãos, excetuando os aprendizes, que, em cooperação e em solidariedade, desenvolvam atividades artesanais. Parágrafo Único- Excepcionalmente, tendo em conta a natureza da atividade desenvolvida, e mediante uma análise casuística fundamentada, poderão ser consideradas unidades produtivas artesanais as empresas que, embora excedendo o número de trabalhadores fixado na alínea b) , salvaguardem os princípios que caracterizam os processos produtivos artesanais e que não haja subordinação jurídica. Dos efeitos 

Art. 16º - O registro de unidade produtiva artesanal e do artesão, nos termos dos artigos 9º e 15.º, é condição necessária para o acesso a quaisquer apoios e benefícios que o Estado atribua ao artesanato. :: CAPÍTULO III Do Registo nacional do artesanato

Art. 17º - Será criado o Registro Nacional do Artesanato, à cargo do Ministério da Cultura, em conformidade com o regulamento, visando cadastrar as atividades artesanais e seus produtos, consoantes peculiaridades, procedência, valor estético, étnico e cultural.

Art. 18º - A inscrição das atividades artesanais no Registro é gratuita, tem caráter público e será atualizada regularmente. Do Conselho Nacional do Artesanato

Art. 19º - Fica criado o Conselho Nacional do Artesanato, vinculada ao Ministério da Cultura, que dentre outras funções, terá competência para: a) Atualizar as lista de atividades artesanais. b) Manter e controlar o registro do artesanato. c) Estabelecer políticas de fomento para as atividades artesanais. d) Emitir normas para certificação de produtos artesanais. e) Conhecer, desenvolver estudos, classificar discriminar os produtos artesanais típicos de regiões ou de culturas tradicionais populares. f) Certificar os produtos artesanais, que expressem conteúdo cultural e características peculiares de uma região ou de uma determinada etnia, com o fito de diferencia-los e realçá-los em relação aos demais. Da certificação

Art. 20º - Os produtos artesanais típicos que caracterizam determinada cultura popular brasileira, ou especificidades de determinadas regiões do país, ou que reúnam diferenciado e significativo conteúdo estético ou de arte, poderão ser certificados, com o fito de discriminação positiva e valoração econômica. Do Serviço Brasileiro de Apoio ao Artesanato

Art. 21º - Fica o Poder Executivo autorizado a criar o Serviço Brasileiro de Apoio ao Artesanato Brasileiro, vinculado ao Ministério da Cultura, com o propósito de incentivar o artesanato brasileiro. Parágrafo Único- O Serviço Brasileiro, dentre outras competência, terá como missão: a) Divulgar em nível nacional e internacional o artesanato brasileiro. b) Realizar programas de capacitação e qualificação do artesão brasileiro. c) Desenvolver programas de gerenciamento e organização empresarial para as unidades produtivas artesanais. d) Desenvolver intercâmbios técnicos e de arte, com os países latino americanos, visando o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do artesanato brasileiro. e) Organizar feiras e mostruários, editar livros e informativos do artesanato brasileiro. f) Organizar e realizar Bienais do Artesanato Brasileiro. :: CAPITULO IV Disposições finais

Art. 22º - No prazo de 180 dias, a contar da publicação do presente diploma, serão aprovadas as normas regulamentares necessárias à execução das disposições contidas no mesmo no que diz respeito à definição da lista das atividades artesanais, ao processo de registro dos artesãos e das unidades produtivas artesanais e à organização e funcionamento do Registo Nacional do Artesanato.

Art. 23º - No prazo de 180 dias, o Poder Executivo instituirá o Programa para o Fomento às Atividades Produtivas Artesanais e regulamentará as atribuições e organização do Conselho Nacional do Artesanato e do Serviço Brasileiro de Apoio ao Artesanato Brasileiro.

Art. 24º -O presente diploma entra em vigor trinta dias após a sua publicação. JUSTIFICATIVA Objetiva o presente projeto estabelecer um conjunto de ações cujo objetivo central é a valorização, a expansão e a renovação das artes, dos ofícios e das microempresas artesanais. Neste contexto, torna-se particularmente importante definir com clareza os conceitos de artesão e de unidade produtiva artesanal, bem como os requisitos a que devem obedecer as atividades artesanais para que possam beneficiar de apoios públicos e de medidas de discriminação positiva. Com a definição do estatuto do artesão e da unidade produtiva artesanal, oferece-se ao Governo condições de dar corpo a uma estratégia de valorização e credibilização das artes e ofícios enquanto plataforma de afirmação da identidade e cultura nacionais, que assenta, nomeadamente, no reconhecimento do papel fundamental que podem assumir na dinamização da economia e do emprego em nível local e o fomento dos valores culturais e estéticos das diversas etnias e manifestações populares do povo brasileiro. As atividades artesanais respondem pela geração de inúmeras ocupações e renda para milhares de brasileiros, sem que haja sistemático incentivo estatal, no tocante à qualificação profissional, certificação de origem e qualidade e a destinação de espaço público para exposição permanente. Os conhecimentos das artes são transmitidos, em regra, por via oral e por relações familiares ou grupais, necessitando ocorrer a sistematização e classificação das artes artesanais e de sua propagação para o conjunto da sociedade, considerando o aspecto cultural e artístico que o artesanato representa para conservar a identidade nacional. Anexo I - Lista de Atividades Artesanais

:: Grupo 01 – Artes e ofícios têxteis - Preparação e fiação de fibras têxteis - Tecelagem - Arte de estampar - Fabrico de tapetes - Tapeçarias - Confecção de vestuários por medida - Fabrico de acessórios de vestuário - Confecção de calçados de pano - Confecção de artigos têxteis para o lar - Confecção de trajos de espetáculo, tradicionais e outros - Confecção de bonecos de pano - Confecção de artigos de malha - Confecção de artigos de renda - Confecção de bordados - Passamanaria - Colchoaria

:: Grupo 02 – Artes e ofícios de cerâmica - Cerâmica - Olaria - Cerâmica figurativa - Modelação cerâmica - Azulejaria - Pintura cerâmica

:: Grupo 03 – Artes e ofícios de trabalhar elementos vegetais - Cestaria - Esteiraria - Capacharia - Chapelaria - Empalhamento - Arte de croceiro - Cordoaria - Arte de marinharia e outros objetos de corda - Arte de trabalhar flores secas - Fabrico de Vassouras, escovas e pincéis - Arte de trabalhar miolo de figueira e similares - Confecção de bonecos em folha de milho - Fabrico de mobiliário de vime ou similar

:: Grupo 04 – Arte e ofícios de trabalhar peles e couro - Curtimenta e acabamentos de peles - Arte de trabalhar couro - Confecção de vestuário em pele - Fabrico e reparação de calçado - Arte de correeiro e albardeiro - Fabrico de foles - Gravura em pele - Douradura em pele

:: Grupo 05 – Artes e ofício de trabalhar a madeira e a cortiça - Carpintaria agrícola - Construção de embarcações - Carpintaria de equipamentos de transporte e artigos de recreio - Carpintaria de cena - Marcenaria - Escultura em madeira - Arte de entalhador - Arte de embutidor - Arte de dourador - Arte de polidor - Gravura em madeira - Pintura de mobiliário - Tonoaria - Arte de cadeireiro - Arte de soqueiro e tamanqueiro - Fabrico e utensílios e outros objetos em madeira - Arte de trabalhar cortiça

:: Grupo 06 – Artes e ofícios de trabalhar o metal - Ourivesaria – Filigrana - Ourivesaria – Prata de cinzelaria - Gravura em metal - Arte de trabalhar ferro - Arte de trabalhar cobre e latão - Arte de trabalhar estanho - Arte de trabalhar bronze - Arte de trabalhar arame - Latoaria - Cutelaria - Armaria - Esmaltagem

:: Grupo 07 – Artes e ofícios de trabalhar a pedra - Escultura em pedra - Cantaria - Calcetaria - Arte de trabalhar ardósia

:: Grupo 08 – Artes e ofício ligados ao papel e arte gráfica - Fabrico de papeis - Arte de trabalhar papel - Cartonagem - Encadernação - Gravura em papel

:: Grupo 09 – Artes e ofícios ligados à construção tradicional - Cerâmica de construção - Fabrico de mosaico hidráulico - Arte de pedreiro - Arte de cabouqueiro - Arte de estucador - Carpintaria - Construção em madeira - Construção em taipa - Construção em terra - Arte de colmar e similares - Pintura de construção - Pintura decorativa de construção

:: Grupo 10 – Restauro de patrimônio, móvel e integrado - Restauro de têxteis - Restauro de cerâmica - Restauro de peles em couro - Restauro de madeira - Restauro de metais - Restauro de pedra - Restauro de papel - Restauro de instrumentos musicais

:: Grupo 11 – Produção e confecção artesanal de bens alimentares - Produção de mel e outro produtos de colmeia - Fabrico de bolos, doçaria e confeitos - Fabrico de gelados e sorvetes - Fabrico de pão e de produtos afins do pão - Produção de queijo e de outros produtos lácteos - Produção de manteiga - Produção de banha - Produção de azeite - Fabrico de vinagres - Produção de aguardentes - Produção de licores xaropes e aguardentes - Preparação de ervas aromáticas e medicinais - Preparação de frutos secos e secados , incluindo os silvestres - Fabrico de doces, compostas, geleias, e similares - Preparação e conservação de frutos e de produtos hortícolas - Preparação e conservação de carne e preparação de enchidos, ensacados e similares - Preparação e conservação de peixe e outros produtos do mar

:: Grupo 12 – Outras artes e ofícios - Salicultura - Moagem de cereais - Fabrico de redes - Fabrico de carvão - Fabrico de sabões e outros produtos de higiene e cosmética - Pirotecnia - Arte do vitral - Arte de produzir e trabalhar cristal - Arte de trabalhar o vidro - Arte de trabalhar o gesso - Arte de estofador - Joalharia - Organaria - Fabrico de instrumentos musicais de cordas - Fabrico de instrumentos musicais de sopro - Fabrico de instrumentos musicais de percussão - Fabrico de brinquedos - Fabrico de miniaturas - Construção de maquetas - Fabrico de aba-jours - Fabrico de perucas - Fabrico de aparelhos de pesca - Taxidermia (arte de embalsamar) - Fabrico de flores artificiais - Fabrico de registos e similares - Fabrico de adereços e enfeites de festa - Arte de trabalhar cera - Arte de trabalhar osso, chifre e similares - Arte de trabalhar conchas - Arte de trabalhar penas - Arte de trabalhar escamas de peixe - Arte de trabalhar materiais sintéticos - Gnomonica (arte de construir relógios de sol) - Relojoaria - Fotografia