segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

A Cova da Onça

No livro "Valença de Ontem e de Hoje" do escritor valenciano Leoni Iório, encontrei esse bela lenda: "Numa garganta, ao sopé da Serra dos “Mascates”, havia uma furna de aspecto feio, habitada por um enorme jaguar, terror da redondeza, de onde a denominação local: Coiareté — Cova da Onça (de Co-cova, e Iauareté-jaguar). Consertava-se o meio de eliminar aquele perigo, quando um velho e respeitoso Coroado, indiferente a qualquer risco, porque, como diziam, nunca se vira desamparado por Tupan, mete-se um dia na furna, com toda naturalidade. Era de mais: um suicida, talvez. À noite, porém, com surpresa geral, a fera vem chegando, e ao pressentir algo de estranho, pára perto da furna, enfurece, avança e recua, e, por fim, soltando um urro doloroso, desaparece na mata, para sempre. Ante mais esse fato, não podia restar dúvida: o silvícola tinha poderes sobrenaturais que o protegiam. E firmou então os seus créditos de guarda tutelar do Bem, a cuja simples aproximação o Mal se retirava. Daí, por diante, generalizou-se a crença de que toda a extensão em frente à furna, até onde alcançasse o olhar benfazejo do índio, estava livre de espíritos mal formados. Arnaldo Nunes transpõe esta lenda, para o seguinte poema:



COVA DA ONÇA

Dizem que ao sopé daquela serra havia,
No grande resplendor da natureza,
Uma furna tristíssima e sombria,
Justo terror de tôda a redondeza.

E’ que, mais de uma noite, à luz tranqüila
E solene do luar, vira o selvagem
O forte reluzir de uma pupila
Entre o lindo veludo da folhagem:
—Pupila que o jaguar fixa na lua,
Quando pela amplidão, régia, flutua.

Mesmo assim, ao perigo indiferente,
Cena vez, um Coroado -— alma guiada
Por Tupan, como cria tôda gente
Faz daquêle covil sua morada.
Louco talvez, talvez um suicida
Cansado dos rigores desta vida!

À noite, entanto, quando sorrateira
A fera, regressando, do alto desce:
— Algo pressente, em cólera se esgueira,
Ventre colado ao chão, chega, recua,
Escarva terra, treme, pára, estua,
E... num urro brutal, desaparece!...

E’ que ali estava a mágica figura
Do índio, vindo lá da célica planura!
Mal não havia pois que resistisse
A presença de tal iluminado...
E foi por sua voz que o Céu bendisse
O novo aldeiamento então criado!”

domingo, 21 de dezembro de 2014

Jean-Baptiste Debret

O pintor francês Debret, Jean-Baptiste, veio ao Brasil juntamente com a Missão Artística Francesa em 1816. Sob a influência de Jacques-Louis David, iniciou sua carreira artistica. Participou da Missão chefiada por Lebreton e residiu no Brasil entre 1816 e 1831, dedicando-se à pintura e ministrando aulas. 

Debret estudou a sociedade brasileira e nas suas pinturas retratou as paisagens e destacou a forte presença dos escravos. Em 1829, por iniciativa própria, realizou a primeira exposição de arte do Brasil. Em 1831 volta a França alegando problemas de saúde, depois de viver 15 anos no Brasil, revelou uma forte relação pessoal e emocional pelo país. Com um forte e explêndido traço, retratou com emoção e sensibilidade, os maus tratos a que eram submetidos os escravos naquela época, a vida dos indios brasileiros e as belas paisagens tropicais de nosso país. 




fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_Debret

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Homero

A Ilíada e Odisséia, poemas épicos de um dos maiores escritores da antiguidade. Homero era de origem grega, alguns afirmam que era cego, e que viveu no século IX a.C, percorrendo o mundo mediterrâneo recitando seus poemas. Seria ele um simples copista de poemas populares? Ou teria realmente escrito os belos poemas, mais tarde conhecidos como poemas homéricos? No século VI a.C foram feitos os primeiros exemplares escritos e usados nas escolas da época, como exemplo estético e moral. 


A Ilíada é a historia do cerco da cidade de Tróia, que conta com os heróis Aquiles, Heitor, Ajax, Ulisses, entre outros e a construção do famoso Cavalo de Tróia.

A Odisséia relata a viagem de Ulisses, tentando retornar a sua casa, após a guerra de Tróia e sua luta com monstros e sereias, enquanto percorria esse caminho.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Paulo da Costa - Artes em Resina

Decoração de interiores

Artes do artesão Paulo da Costa em resina cristal com sementes folhas, flores naturais desidratadas, conchas etc.nPorta copos, fruteiras, peças decorativas e utilitárias.

Desfrute desse trabalho que encanta aos olhos e aos corações.

Paulo da Costa é artesão e expõe seus trabalhos na Feira Hippie de Ipanema, todos os domingos, de 9:00 às 18:00 horas.

Uma boa divulgação seria importante, para que o trabalho desse formidável artesão ganhasse mais visibilidade. Assim, espero que ele veja essa publicação, e disponibilize um telefone e um email, ou site, para que tenha condições de comercializar suas peças com mais facilidade.




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A Arte Cretense

Contrariando todo tipo de arte existente no período pós-paleolítico, a arte da civilização Cretense ou Minoica, era pictórica, colorida e espontânea, fugindo ao formalismo geométrico que reinava naquele período. Durante todo tempo em que reinou o estilo geométrico abstrato, a arte Cretense evoluiu em separado, talvez por causa do culto e da religião desempenhar um papel secundário na vida dos Cretenses, ou talvez, quem sabe por essa civilização estar apenas voltada para o comercio e economia daquela ilha. O fato de o comerciante ser mais propenso as inovações e a mudanças, tivesse sido o diferencial que fez surgir essa arte

Apesar dessa arte ser ainda aristocrática e cortesã, ela estava nas mãos de artistas de origem humilde, patrocinados pelos poderosos, que praticavam o diletantismo e o divertimento, num estilo delicado e elegante, um estilo cavalheiresco, que favorecia o surgimento desse tipo de arte.

Comparada à arte Egipicia e Mesopotamica a arte Cretense é mais moderna. Esse caráter modernista talvez estivesse ligado à fabricação, tendo que produzir mais, o artista produzia obras praticamente em série, sem se preocupar com perspectivas ou sombras. Seria uma arte industrial, feita principalmente para o mercado exportador. O que em nada diminui o seu valor, como obra de arte.

fonte das imagens: mondopulpo.blogspot.com

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A arte na pré-história

No escuro de uma caverna um homem atarracado e forte pega um graveto e arrisca alguns traços. Esboça pequenos riscos disformes e diferentes das representações fiéis da natureza. Ali começa o período neolítico. Os desenhos, obras de arte que sugerem hieróglifos, símbolos ocupam o lugar das reproduções exatas dos objetos. Os traços são simplificados e estilizados, o que favorece mais tarde, surgirem formas mais corretas e rigorosas. O período paleolítico, com seu estilo naturalista, começa a desaparecer lentamente.


Essa mudança de estilo é uma passagem do homem que vive simplesmente colhendo e catando o que a natureza lhe oferece, para a fase de domesticação de animais e cultivo das plantas. Em meio a essa turbulência de mudanças, o homem vai se adaptando. O culto aos mortos, o cultivo da terra, a busca por matérias primas, são mudanças que influem em seu modo de ver o mundo e todas as coisas. A arte vai se intelectualizando e ficando mais racional. O mágico e o imaginário dão lugar a uma visão mais concreta da realidade. A vida parasitária do período paleolítico se modifica e torna-se produtiva e construtiva. O homem perde seu instinto de caçador e se torna um formalista, um antagonista da natureza. Esse período se torna hegemônico e tem longa duração. 

fonte: História Social da Literatura e da Arte - A.Hauser

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O País do Ouro

Foram necessários 8 anos de preparativos, depois que Francisco Pizarro ouviu a historia do velho cacique de Comagre, sobre a existência de um país coberto de ouro, para que a expedição se colocasse a caminho. Acompanhado de Almagro, um guerreiro e aventureiro e de Ferdinando de Luque, seguiram rumo ao sul. Essa seria a segunda expedição, pois a primeira havia malogrado e voltara sem nada conseguir. Era o ano de 1532, quando Pizarro encontrou uma jangada de vela triangular, com dois homens que não se pareciam com índios, e que levavam consigo inúmeras peças artesanais em ouro e prata. Depois desse encontro tiveram certeza que o país do ouro realmente existia. Relatos contam que ao chegar a costa Peruana, os espanhóis estavam famintos e começaram a se alimentar de raízes e ervas. Atravessaram pantanais e sofreram ataques de índios por diversas vezes.

Rumando mais para o sul Pizarro e seus homens encontraram com guerreiros peruanos, que muito se impressionaram com a caravela que os transportavam. Depois de troca de presentes, seguiram viagem e depois de conseguir reforços, penetram mais em território peruano. Com cerca de 110 infantes e 67 cavalheiros, o menor exercito já visto, conquistou um dos maiores impérios do mundo.

Teria sido a curiosidade do imperador Ataualpa Yupanqui, em querer saber se seriam os espanhóis o deus Viracocha que voltara? ou seria excesso de orgulho e vaidade? A cada dia mais e mais avançavam e poderiam facilmente ter sido esmagados nas trilhas das montanhas, mas nada foi feito. Na cidade de Cajamarca após a chegada de Ataualpa, travou-se uma batalha das mais sangrentas, mais ou menos oitocentos índios foram mortos.

A rapidez do ataque dos homens de Pizarro deixou atônitos os índios, que passavam dos 10.000. Apavorados por nunca terem visto homens montados em cavalos, mostraram uma apatia que exasperavam os espanhóis. Em cerca de meia hora aquele pequeno exército aprisionou Ataualpa e pôs fim ao país do ouro.

fonte: O Segrêdo dos Incas - Siegfried Huber

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Exposição 30 anos Mamulengo Presepada

Assunto que interessa a todos que trabalham com teatro, principalmente aqueles que levam a sério o trabalho com bonecos.

De 04/11/2014 até dia 04/12/2014, às 20hs na Galeria Olho de Águia, no Bar Faixa de Gaza em Taguatinga - Brasília - DF.


O grupo Mamulengo Presepada é coordenado a 30 anos pelo brasiliense Chico Simões, ator brincante e Mestre das Culturas Populares.

O grupo de teatro Mamulengo Presepada se prepara para as comemorações dos seus 30 anos de existência, e para começar os trabalhos preparamos uma exposição com o acervo de bonecos que o grupo formou ao longo de todos esses anos de andanças, presepadas e brincadeiras pelo Brasil e mundo afora.

"Mamulengo é brincadeira com atores e bonecos, brincadeira levada a sério a 30 anos pelo Presepada"


O grupo que já percorreu mais de 20 países e apresentou-se mais de 2.500 vezes em praças, escolas, festivais e encontros hoje possui um vasto acervo de bonecos brasileiros e bonecos do mundo. Alguns países como Vietnã, Birmânia, Itália, Portugal, China, Irã compõem o acervo com bonecos de variadas técnicas como; manipulação direta, vara, fio, luva.

A Galeria Olho de Águia e o grupo de teatro Mamulengo Presepada convidam a todos para abertura da exposição 30 anos Mamulengo Presepada no dia 04/11/2014 às 20hs na Galeria Olho de Águia com apresentação dos grupos Roupa de Ensaio e Mamulengo Presepada.

A exposição permanecerá durante o período de 04/11/2014 até dia 04/12/2014, dia que será firmado o Registro do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mestre Vitalino

Audiovisual 2008 (souzabersi@hotmail.com)

Concepção de Pedro Bersi (SC Brasil)

A Arte de Mestre Vitalino (Caruaru PE)


Áudio extraído do comercial criado pela GFM-Propeg, agência de propaganda da Bahia, para o Banco Econômico, em 1979 (filme exibido no YouTube).

Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, consagrou-se com sua arte de fazer bonecos em Caruaru, onde nasceu, perto do rio Ipojuca, em 1909.

Mestre Vitaliano foi um artesão ceramista mundialmente conhecido por retratar em seus bonecos de barro a cultura e o folclore do povo nordestino. Esta retratação ficou conhecida entre especialistas como arte figurativa.

Parte de sua obra pode ser contemplada no Museu do Louvre, em Paris, na França. Sua capacidade criadora se desenvolveu de tal maneira que acabou se tornando o maior ceramista popular do brasil.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Livro de Victor S. Gomez no Prêmio OLHO VIVO 2014

Victor S. Gomez é Valença - RJ no Prêmio OLHO VIVO 2014

Meu livro "Universo Interior" lançado pela Editora Patuá está entre os 10 indicados ao Prêmio OLHO VIVO 2014.

Quem quiser colaborar, se achar que eu mereço, e quiser dar uma força para eu ficar em primeiro lugar, entre no link e fique a vontade para votar. 

É necessário apenas fazer um pequeno cadastro e votar.

Desde de já agradeço a todos.

Quem puder votar no meu livro "Universo Interior" para o prêmio Olho Vivo, clica no link:
da votação: http://www.olhovivoca.com.br/enquetes/91/livro-em-qual-voce-vota-para-receber-o-premio-olho-vivo-2014/

Abraços

"O livro Universo Interior é formado por contos, aonde são reveladas passagens de uma infância rica e cheia de fantasia, apresentadas por meninos que viveram em uma época em que tudo era possível, até mesmo acreditar que o improvável poderia ser realidade.

Ele nos remete a um passado não muito distante, de cidades interioranas, tranquilas e a um mundo interior cheio de mistérios, com personagens que lutam contra seus medos e que possuem problemas que não são revelados, mas que são muito comuns a todos nós. 

Um universo interior que pertence a todos, mas que só nós mesmos é que podemos administrá-lo.”


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Valença - RJ

Corria o ano de 1789, quando D. Maria I de Portugal incumbiu ao Vice-Rei Luiz de Vasconcelos e Souza, que iniciasse a catequese dos índios denominados Coroados. A empreitada não foi tão fácil, os coroados eram bastante temidos, mas não resistiram às armas dos homens comandados pelo capitão de ordenanças Inácio de Souza Werneck.

A noite os índios invadiam lavouras das fazendas vizinhas a aldeia, trazendo grandes prejuízos aos seus donos. As difíceis trilhas e densa floresta da mata atlântica dificultavam a viagem até a região dos coroados. Depois de vários combates com os destemidos Coroados, foi construída uma modesta capela dedicada a Nossa Senhora da Glória de Valença, em homenagem ao Vice-Rei descendente da tradicional família portuguesa dos Marqueses de Valença.

O contato com os colonizadores fez com que surgissem doenças, contra as quais os índios não tinham imunidade. Uma epidemia de varíola se propagou nesta época por várias aldeias, causando grande dano a comunidade indígena. Alguns poucos nativos que sobraram foram levados para Conservatória dos índios. Com a chegada do progresso a população branca aumentou e os poucos índios que restaram foram para Minas Gerais.

Colégio Theodorico Fonseca.

Rodoviária, antiga estação de trem.

Jardim de Cima

Em meados do século XIX, Valença tornou-se um dos municípios mais ricos do estado do Rio de janeiro. Várias linhas de trem cortavam seu território, para buscar as sacas de café estocadas nas fazendas. Uma grande malha ferroviária ligava Valença, Osório, Barão de Juparanã, Rio das flores, Conservatória e cidades vizinhas.

A instalação das oficinas e do 10.º Depósito da Central do Brasil; a construção da variante de Estêves e do trecho ferroviário entre Marquês de Valença e Taboas e de Rio Preto a Santa Rita de Jacutinga, fizeram também com que aumentasse a população, se enriquecesse o comércio e se desenvolvesse a indústria. Hoje suas belezas, tanto na arquitetura quanto as naturais, encantam a todos que nos visitam.

Jardim de Baixo.

Hotel Valenciano.

Catedral de Nossa Senhora da Glória.

Balneário Ronco D'água.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Talento da Terra: Aparecida dos Santos

Arte na rua. 

Aparecida dos Santos nascida no distrito de Santa Isabel é uma grande artista plástica de Valença, que publico aqui. Seu trabalho é muito bom e o que mais me admirou foi a sua luta para divulgar a sua arte. 

Ela já tem em seu currículo uma exposição na Fundação Léa Pentagna e no restaurante Fratelle aqui em Valença.

Outro dia eu a encontrei na Praça do Jardim de Baixo pintando esse quadro.




É necessário que o nosso governo de mais atenção a esses abnegados artistas, que lutam para sobreviver, divulgando em suas obras nosso belo município.






Quem estiver interessado entre em contato com a artista: Tel. 24 24584816

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo

Grandes obras de arte que mostram o que o ser humano é capaz de fazer, quando direciona seu poder criador para um objetivo comum.

Pirâmides do Egito

Quando o homem construiu os imponente monumentos, que mais tarde se tornariam as Sete Maravilhas do Mundo, jamais poderia imaginar que isso aconteceria. Todas essas obras de arte só nos mostram o potencial da humanidade, que quando empenhada em trabalhar de maneira correta, trás a tona toda beleza e criatividade do ser humano.

Esse vídeo, que traz belas imagens das Setes Maravilhas do Mundo Antigo. Postado no Youtube por Abner Efraim.

Deliciem-se com essas fantásticas maravilhas do mundo antigo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A arte na pré-história II

O estilo geométrico do período neolítico.

Com a mudança de comportamento, o homem passa de caçador a camponês. Os grupos nômades transformaram-se em comunidades sedentárias. Essa transformação social modifica seu comportamento, fazendo com que surja um novo estilo de arte. A arte mágica da lugar a arte meramente decorativa.


O trabalho manual repetitivo faz com que o estilo geométrico surja como uma arte mais simples e de menor valor. Passa a ser um ato diletante, quando contrastada com o estilo naturalista do paleolítico.

 A arte neolítica tem a marca de "arte camponesa", tanto por suas formas tradicionalistas e impessoais, correspondentes ao espírito conservador e convencionalista do agricultor, quanto por ela ser o produto dos períodos de ócio permitidos pelo trabalho agrícola.



fonte: História Social da Literatura e da Arte - A. Hauser

sábado, 6 de setembro de 2014

Marcelino Sanz de Sautuola

Em 1879 um homem e sua pequenina filha de oito anos, caminhavam pela região de Cântabro de Santillana Del Mar, Espanha, a procura de peças arqueológicas. Uma brisa suave que vinha da direção do mar, fazia com que a caminhada se tornasse mais leve.

Com olhos aguçados vasculhava cada pedaço do lugar a procura de objetos antigos. Não sabia estar próximo de encontrar algo, que se tornaria uma das maiores descobertas do século XIX. Quase sem perceber pararam diante de uma caverna. Ao entrar na gruta de Altamira, sua filha Maria avançou por uma ala até então desconhecida da caverna e para sua surpresa ao ir atrás da menina, ele encontrou várias pinturas rupestres.


As pinturas situadas na parte mais profunda da caverna eram usadas em rituais mágicos pelos homens primitivos. Para o homem das cavernas ter a pintura, era ter a certeza da captura do animal.

Usando os dedos e vários tipos de pigmentos de plantas, argila, carvão, sangue, oxido de manganês e gordura animal, esses artistas do período paleolítico realizaram verdadeiras obras de arte.

O autor dessa importante descoberta, Marcelino Sanz de Sautuola, farmacêutico, botânico e arqueólogo, morreu desacreditado. Somente anos mais tarde, foi lhe dado o devido crédito.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Balneário Ronco D’água

Localização: Estrada RJ-143 – Valença / Conservatória – Bairro Rancho Novo

Tel: 9976-8839 – 81386392

Horário: 09h às 18h.

Localizado no no município de Valença, o Balneário Ronco D’água conta com  trechos de corredeiras. Com três quedas, seguidas de piscinas naturais, o turista terá ainda várias opcões de lazer dentro do balneário.

O balneário possui bar, sanitários, churrasqueiras  e áreas para camping. As crianças ainda poderão contar, com um pequeno trecho de areia e uma piscina natural bem calma, para a tranquilidade dos pais.

Um local tranquilo onde você poderá se livrar dos problemas do dia a dia, do stress das grandes cidades, juntamente com sua família e seus amigos.

Entre em contato e venha desfrutar desse paraíso, ele está mais perto do que você imagina.


sábado, 23 de agosto de 2014

Artesanato: Feira Hippie de Ipanema

A feira Hippie de Ipanema foi criada no final dos anos 60, por um grupo de jovens artistas plásticos e artesãos do Movimento Hippie.

A dificuldade em serem aceitos nas galerias de arte estabelecidas foi a força motriz necessária para que aqueles artistas, até então desconhecidos, ganhassem o seu espaço; nomes como os de Victor Hugo, Marco Rica e Romanelli, frequentaram as calçadas da Praça General Osório nos anos 60 e70.

O bairro que ficou imortalizado com o surgimento da Bossa Nova, ganhou mais um atrativo, os Hippies e seu artesanato.

Mesmo com o passar do tempo a Feira continua jovem e renovada; e hoje, tradicional, é visitada não só por cariocas assíduos, como por turistas do Brasil e do mundo inteiro, que chegam em busca das expressões populares da nossa cultura. A feira se moderniza-se a cada domingo e faz parte roteiro turístico da Cidade Maravilhosa.

A Feira Hippie de Ipanema funciona todos os domingos na Praça General Osório em Ipanema das 9:00 às 19:00 hs. Para saber mais sobre a Feira Hippie clique aqui.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A arte no Oriente Antigo

No final do Neolítico surge o artífice, o diletantismo dá lugar ao profissional. O artista que modela, esculpe, pinta e passa a viver da sua arte, igualmente como aquele que faz sapatos e machados. No antigo Egito, o aparecimento de uma elite, aumenta gosto por essas obras e esse avanço cultural torna-os mais exigentes.

O estilo geométrico vai ficando para trás e dando lugar a uma arte menos tradicionalista. Ela surge em função de toda uma mudança de comportamento. O homem antes um camponês errante é agora um intelectual. O acumulo de bens nos grandes centros e a vida urbana faz com que ele se estimule intelectualmente.

Essa mudança se dá de maneira lenta e gradual, no campo ela resiste por mais tempo, mas nos grandes centros ela é impulsionada não só pela mudança cultural e econômica, mas também pelo fato do povo viver sob intensa coação. No Oriente antigo, vivia-se sob grande pressão e isso nos mostra que as notáveis obras de arte, se devem a essa processo de tensão prolongada. Preconceitos sociais, incompreensão do público, fazem com que essa arte se impulsione, o artista tem como objetivo vencer o impossível.

fonte: Grandes Império e Civilizações

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O Artesanato de Washington Luiz

Washington Luiz trabalha na Feira Hippie de Ipanema todos os domigos de 9:00 às 19:00 hs. A feira fica localizada na Praça General Osório no bairro de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro.


Um artesanato legítimo, de qualidade e com bons preços.

Quando for a Ipanema não deixe de visitar nossa feira, ela consta do calendário turístico da EMBRATUR e recebe visitantes de todo o mundo. 


Visite também o stand do artesão Washington Luiz.


No final da década de 60, um grupo de jovens, artistas plásticos e artesãos do Movimento Hippie, criou a Feira Hippie de Ipanema. A Feira continua Jovem, e hoje, tradicional, é visitada não só por cariocas assíduos, como por turistas do Brasil e do mundo inteiro, que chegam em busca das expressões populares da cultura. Moderniza-se a cada domingo e deve fazer parte de todo roteiro turístico na Cidade Maravilhosa.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Grandes Pintores: Toulouse-Lautrec

Dono de uma sensibilidade fora do comum, Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (Albi, 24 de Novembro de 1864 — Saint-André-du-Bois, 9 de Setembro de 1901), foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês. Com o estilo que seria conhecido como Art Nouveau*, Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes.


Paisagista fenomenal dedicou-se também aos interiores. Tinha um estúdio próprio, situação muito rara em sua época e passou a freqüentar o bairro boêmio de Montmartre em Paris, que tornaria célebre em sua obra. São suas mais famosas obras o "Moulin Rouge""Au salon de la rue des Moulins" e inúmeros retratos.

Depois de sofrer com o alcoolismo e com uma doença degenerativa faleceu prematuramente, aos 36 anos, no castelo de Malromé em Gironde.


*Art Nouveau é um estilo internacional de arquitetura e de artes decorativas – especialmente o inicio da arte aplicada à industria – que foi muito apreciado de 1890 até os anos 1910. Antes da Primeira Guerra Mundial, o estilo mudou para um estilo mais geométrico, uma característica do movimento artístico em cima do qual levará: o Art deco (1920-1940). 

O nome Art Nouveau é francês para “arte nova”, e é também conhecida como Jugendstil, em alemão para “estilo da juventude”, que recebeu o nome devido à revista Jugend. O Art Nouveau é uma reação à arte acadêmica do século XIX e inspirado principalmente por formas e estruturas naturais, não somente em flores e plantas, mas também em linhas curvas.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Art_nouveau

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Bicho de Pé

A Banda Bicho de Pé mostra que a boa música é para dançar e ser feliz.


"No final dos anos 90, os jovens de São Paulo descobriram o prazer de dançar juntinho nas festas das universidades e o valor artístico das canções e dos poetas nordestinos reacendeu suas luzes. Luiz Gonzaga reassumia seu trono junto a juventude.


Neste contexto surgiu a Banda Bicho de Pé (1998) com uma presença feminina no vocal.

Em menos de um ano a música "Nosso Xote", de autoria da vocalista Janaina Pereira, ficou entre as mais tocadas em todo o país e atingiu o 3º lugar nas paradas de SP, segundo a Crowley."

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Nelson Rodrigues, o Maldito Necessário! de Euclides Amaral

A Cia Teatral Língua de Trapo publicou em seu Blog um texto de Euclides Amaral.


Nelson Rodrigues, o Maldito Necessário

"Nelson Rodrigues nasceu no Recife em 23 de agosto de 1912 e faleceu em 21 de dezembro de 1980, no Rio de Janeiro. Seu pai era jornalista e dono de jornal. Teve um irmão assassinado na própria redação. Era irmão do comentarista de futebol Mário Filho, nome verdadeiro do Estádio do Maracanã. Sua irmã foi casada com o poeta e tradutor Antônio Fraga. Escreveu romances, folhetins, crônicas, contos e peças de teatro. Atuou como comentarista de futebol e chegou a trabalhar como ator em uma de suas peças, mais precisamente, “Perdoa-me por me traíres”, ao lado de Gláucio Gil. Teve várias de suas obras adaptadas para cinema e televisão, principalmente para casos especiais da Rede Globo.

Considerado extremamente reacionário, era capaz de fazer comentários satisfatório em relação à ditadura militar instalada no Brasil de 1964 a 1984 e ainda chamar a esquerda brasileira de “esquerda festiva”.

Quanto a ser reacionário, isto nunca afetou a qualidade de sua obra, assim como a de um outro grande escritor, o poeta Manuel Bandeira, também, extremamente reacionário que chegou a chamar o cronista e jornalista Heitor Cony de mau caráter e romper a amizade. Isto porque o jornalista foi o primeiro a escrever sobre o golpe militar de 1964, chamando os militares de gorila. Na época, o poeta chileno Pablo Neruda escreveu para Heitor Cony parabenizando-o por tal feito. O poeta amazonense Thiago de Mello escreveu o poema “Estatutos do Homem” e o dedicou a Cony meses depois como forma de reconhecimento de sua luta contra a ditadura recém instalada.

Da obra literária de Nélson Rodrigues existe boa parte ainda inédita, principalmente cartas de amor endereçadas a uma certa esposa de ministro de Getúlio Vargas. Sua obra teatral é a que mais controvérsia causou no público e na crítica especializada. Gilberto Velho disse uma vez: “Em Nelson Rodrigues a temática do desvio é permanente”. Em sua obra é latente a releitura dos mesmos códigos, indicando o caráter multifacetado e ambíguo da vida cultural, lembrando que a sociedade está em constante estado de anomie - doente, instável -." Leia Mais...


Sobre o autor: Poeta, letrista e pesquisador do Instituto Cultural Cravo Albin. Nove livros publicados, entre os quais, "Alguns aspectos da MPB" (Esteio Editora 2010).

Mais de Euclides Amaral: Acesse a coluna OLHO VIVO, FARO FINO no portal Baixada Fácil (sobre literatura, música, cinema e teatro) 

Acesse a coluna FAROFA TOTAL no blog do ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin) sobre literatura, música, cinema e teatro: 
http://iccacultural.blogspot.com/p/alter-artista.html