quarta-feira, 15 de abril de 2015

Machado de Assis

Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, mulato de infância muito pobre, empregou-se como tipógrafo na Imprensa Oficial. Foi autodidata publicando ali seu primeiro livro aos vinte e seis anos. Casou-se com a portuguesa Carolina de Novaes, com quem viveu durante 35 anos; não tiveram filhos. Machado de Assis foi funcionário público, jornalista e , como escritor já celebrizado, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Romancista, cronista, poeta e teatrólogo, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839, no morro do Livramento. A falta de recursos impediu que realizasse estudos regulares, frequentando apenas o primário em uma escola de São Cristóvão. Aos 16 anos de idade, deu início à sua carreira literária, publicando o poema "Ela" na "Marmota Fluminense", da qual se tornou colaborador regular. A partir daí, passou a escrever também para o "Diário do Rio de Janeiro", a "Semana Ilustrada" e outros. Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, com quem viveu durante 35 anos; não tiveram filhos.


Primeira fase – romântica Ressurreição (romance – 1872) A mão e a luva (romance – 1874) Helena (romance – 1876) Iaiá Garcia (romance – 1872) Histórias da meia-noite (contos – 1873)

Os romances românticos de Machado de Assis seguiam praticamente a mesma trilha dos melhores romances urbanos de José de Alencar, porém já se delineavam neles a crítica e a análise psicológica que pontificaram na sua melhor fase, a realista. No romance Iaiá Garcia, por exemplo, destaca-se a importância do social na formação do indivíduo e esse procedimento foi um dos motivos condutores dos romances realistas de Machado de Assis.

Segunda fase – realista Memórias Póstumas de Brás Cubas (romance – 1881) Quincas Borba (romance – 1891) Dom Casmurro (romance – 1900) Esaú e Jacó (romance – 1904) Memorial de Aires (romance – 1908) Papéis Avulsos (contos – 1882) Histórias sem Data (contos – 1884) Relíquias da Casa Velha (contos – 1906) Teatro A Queda que as Mulheres Têm pelos Tolos (1864) Quase Ministro (1864) Tu, só tu, Puro Amor (1881) Poesia Falenas (1870) Americanas (1875) Ocidentais

A Critaura (fragmento) Sei que uma criatura antiga e formidável, Que a si mesma devora os membros e as entranhas Com a sofreguidão da fome insaciável Na árvore que rebenta o seu primeiro gomo Vem a folha, que lento e lento se desdobra, Depois a flor, depois o suspirado pomo Pois essa criatura está em toda a obra: Cresta o seio da flor e corrompe-lhe o fruto; E é desse destruir que as suas forças dobra. Ama de igual amor o poluto e o impoluto; Começa e recomeça uma perpétua lida, E sorrindo obedece ao divino estatuto. Tu dirás que é a Morte: eu direi que é a vida.

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