sábado, 13 de fevereiro de 2016

Site Olho Vivo Entrevista Victor S. Gomez

O site Olho Vivo Entrevista Victor S. Gomez autor do livro "Universo Interior".

O que foi mais difícil para você ao escrever o livro? Ou todo o processo foi extremamente prazeroso?
Sinceramente, não tive nenhuma dificuldade em escrever esse livro, pelo contrário, foi bem fácil. Tudo saiu espontaneamente, como se ele já estivesse pronto há muito tempo, e esperasse apenas um gatilho que fosse acionado e liberasse um mar de palavras nas folhas do caderno. Tive muito prazer na hora de escrever, toda vez que terminava um conto, era como um degrau que eu subia. Sorria, chorava em determinados contos, foi muito bom.

É um livro de contos, certo? O que o leitor vai encontrar na sua obra?
É um livro de contos, realismo fantástico, hiper-realismo, ficção misturado com fantasia, mas dentro de um contexto social, de cidadania e reflexivo.
O livro "Universo interior" é formado por contos, onde são reveladas passagens de uma infância rica e cheia de fantasia, apresentadas por meninos que viveram em uma época em que tudo era possível, até mesmo acreditar que o improvável poderia ser realidade.
O livro nos remete a um passado não muito distante, de cidades interioranas, tranquilas, mas cheias de mistérios; e a um mundo interior que é o nosso interior, com problemas que não são revelados, mas que todos nós temos.
Um universo interior que pertence a todos, mas que só nós mesmos é que podemos administrá-lo.

Que análise você faz do mercado literário aqui na região, já que você é de Valença? As pessoas estão mais abertas ao trabalho dos autores locais? Ou ainda existe aquele certo preconceito de que não temos bons escritores?
Bom, só temos uma livraria, mas é a melhor, está em nível de Rio de Janeiro. Falo isso porque conheço várias livrarias do Rio e a daqui chega bem perto das melhores do Rio. Mas muitas coisas têm de ser feitas ainda, a nível de incentivo à leitura, tanto nas escolas, como em casa. Os pais precisam arranjar um tempinho para contar histórias para seus filhos, no futuro eles agradecerão muito, com certeza. Contar histórias preserva nossa cultura, conscientiza e estimula o crescimento pessoal de quem ouve.

Falar sobre preconceito é difícil. Fica muito mais fácil para as pessoas comprarem um livro, ou CD, ou seja lá o que for, que tenha sido divulgado pela maior emissora de TV do país, ou divulgado pelo artista tal dessa emissora, do que comprar o livro de um escritor de uma pequena cidade do interior. Não sei se isso é preconceito. Talvez o outro venha com mais informação, sei lá, pode impressionar mais quando já vem com "grife".

Leia o restante da entrevista no site Olho Vivo.

Com a amiga e Escritora Jô Coelho.

0 comentários:

Postar um comentário

Caso tenha gostado do que encontrou aqui, comente o artigo que acabou de ler.