sábado, 26 de agosto de 2017

Poema de Gilberto Monteiro

Um poema de Gilberto Monteiro - Presidente da Fundação Lea Pentagna

Para Léa
No ar
seu perfume, sua risada.
Não mais de Léa
a presença
só a sua bem querença...
Toda arrodeada de
verde
a casa calada
parece que fala.

Não mais os amigos
os primos
e irmãos
mas de Léa
as marcas, as digitais
os sinais
as mãos

Arrodeada de verde
a casa calada
fala.

Relicário de um tempo
lento,
logo ali no passado,
sempre ninho de encontro
e de paz
nela ainda a alma
se refaz...

A casa calada
seu nome
sussurrra
com força estranha:
Lé Pentagna
da Cultura, das Artes
das cores
das flores
das dores
dos amores...

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