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	<title>Valença RJ Talento da Terra</title>
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	<description>Valença RJ - Arte e Artesanato</description>
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		<title>A origem do vocábulo “Choro”</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[Matéria enviada por Euclides Amaral Ao lado da modinha e do lundu (séculos XVIII e XIX), da polca e do maxixe (século XIX), o choro (séculos XIX e XX) fixou-se como uma das primeiras manifestações musicais urbanas da cultura popular brasileira. Sobre a origem do vocábulo “Choro” existem várias teorias e explicações, das quais destaco [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><h4 style="text-align: justify;"><strong>Matéria enviada por <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=1713805815&amp;ref=ts" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Euclides Amaral</span></a></strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Ao lado da modinha e do lundu (séculos XVIII e XIX), da polca e do maxixe (século XIX), o choro (séculos XIX e XX) fixou-se como uma das primeiras manifestações <span style="color: #000000;">musicais</span> urbanas da <a href="http://www.talentodaterra.com/a-origem-do-termo-samba-e-o-surgimento-do-samba-moderno" target="_blank"><strong>cultura popular brasileira</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a origem do vocábulo “Choro” existem várias teorias e explicações, das quais destaco apenas quatro, todas, muito bem fundamentadas por pesquisadores respeitados.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira explicação cabe a uma vertente que acreditam ser a palavra uma derivação do latim: “chorus” (coro).</p>
<p style="text-align: justify;">Outra vertente de pesquisadores, como a encabeçada por José Ramos Tinhorão, afirma que o termo é derivado do verbo “chorar”. O choro lento (influência do lundu chorado ou doce lundu), por parecer um lamento lembra o verbo “chorar” e quando os instrumentos de cordas, principalmente o violão, são tangidos ao mesmo tempo para o acompanhamento da flauta, lembram um quê de melancolia.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma terceira explicação seria do folclorista e etnólogo Luís da Câmara Cascudo, que afirma ser a palavra uma derivação de “Xolo”, certo tipo de baile que os escravos faziam nas fazendas. Da palavra derivou o vocábulo “Xoro”, que foi alterado para “choro”.</p>
<p style="text-align: justify;">Já Ary Vasconcelos acredita que a palavra é uma corruptela de “Choromeleiros”, certa corporação de músicos do período colonial que executavam as “charamelas”. Segundo Henrique Cazes, os instrumentos de palhetas “charamelas” são precursores dos oboés, fagotes e clarinetes.</p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira década do século XX o termo “choro” já denominava o gênero como uma forma musical definida e não mais como sinônimo de uma roda de músicos que executavam músicas populares.</p>
<p style="text-align: justify;">Considerado “O Pai dos Chorões”, Joaquim Antonio da Silva Callado Júnior (1848-1880) pertenceu à primeira geração do choro e formou o “O Choro Carioca”, o primeiro grupo instrumental de que se tem notícia.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, cabe ao leitor a escolha.</p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/galeria-161.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-2950" title="GEDSC DIGITAL CAMERA" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/galeria-161.jpg" alt="" width="380" height="284" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Euclides amaral em apresentação em <a href="http://www.talentodaterra.com/41%C2%BA-encontro-de-folias-de-reis-de-valenca" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Valença</span></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="../alguns-aspectos-da-mpb-de-euclides-amaral-2" target="_blank"><strong>AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010.</strong></a></p>
</div>

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		<title>A Arte dos Registros Religiosos</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 15:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Carlos Augusto Mendonça A arte dos Registos de Santos é uma velha tradição portuguesa que se originou nos conventos. Em tempos passados eram oferecidos à igreja na ocasião de certas festividades (costume que ainda persiste nalgumas localidades), e em retribuição, a igreja oferecia um santinho ou pagelinha. Muitos eram usados como marcadores de página [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;"><strong>Por <a href="https://www.facebook.com/carlosaugustome" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Carlos Augusto Mendonça</span></a></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.talentodaterra.com/inauguracao-da-galeria-arte-e-cultura-de-valenca" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>arte</strong></span></a> dos Registos de Santos é uma velha tradição portuguesa que se originou nos conventos. Em tempos passados eram oferecidos à igreja na ocasião de certas festividades (costume que ainda persiste nalgumas localidades), e em retribuição, a igreja oferecia um santinho ou pagelinha. Muitos eram usados como marcadores de página de um livro de oração ou Bíblia ou algum tipo de utilização religiosa. Eram registos de uma passagem que se lia. Outros eram, por vezes, entregues aos cuidados de irmãs religiosas, que elaboravam os tais registos com adornos e tecidos raros que sobravam da paramentaria e os emolduravam passando a povoar as paredes das casas de famílias médias e ricas como símbolos de protecção.</p>
<p style="text-align: justify;">Os <strong>Registos de Santos</strong> ganharam mais expressão em <strong>Portugal</strong>,  em meados do século XVIII, devido ao aumento da atividade dos gravadores e da comercialização de gravuras e estampas em escala internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Este tipo de gravura tornou-se bastante popular devido às inúmeras peregrinações, círios e festividades pendulares, nas quais a presença dos fiéis foi marcada pela posse de um objeto evocativo da participação no mesmo, materializada em registos, fitas e medalhas.</p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Carlos Augusto Mendonça</strong></p>
<p>Telefone: +351 933401674    Celular</p>
<p style="text-align: justify;">Site : <a href="http://registosreligiosos.wordpress.com" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>http://registosreligiosos.wordpress.com</strong></span></a></p>
<p style="text-align: justify;">E-mail: <strong>carlosaugustome@gmail.com</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Facebook:  <a href="http://facebook.com/carlosaugustom" target="_blank"><strong>http://facebook.com/carlosaugustom</strong></a></p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/dsc03259.jpg"><img class="wp-image-2941" title="dsc03259" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/dsc03259.jpg" alt="" width="380" height="285" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/dsc03253.jpg"><img class="wp-image-2940" title="dsc03253" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/dsc03253.jpg" alt="" width="380" height="285" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/dsc03172.jpg"><img class="wp-image-2939" title="dsc03172" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/dsc03172.jpg" alt="" width="380" height="286" /></a></p>
</div>

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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A Evolução do Artesanato Através dos Tempos.</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 14:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Artesão]]></category>
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		<description><![CDATA[Após o período neolítico, começaram a ser domesticado os primeiros animais. A domesticação de gatos, cães, porcos, burros, vacas, ovelha, patos, vieram influenciar o artesanato da época. Nos templos eram registrados os animais levados para sacrifício e interpretação de augúrios. Na cultura da mesopotâmia, os animais que tinha mais importância, eram o leão e o [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><div style="text-align: justify;">Após o período neolítico, começaram a ser domesticado os primeiros animais. A domesticação de gatos, cães, porcos, burros, vacas, ovelha, patos, vieram influenciar o artesanato da época.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Nos templos eram registrados os animais levados para sacrifício e interpretação de augúrios.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Na cultura da mesopotâmia, os animais que tinha mais importância, eram o leão e o touro. Os patos e gansos eram criados na mesopotâmia desde 2500 a. C. e influenciaram na fabricação de peças <a href="http://www.talentodaterra.com/arte-em-metal" target="_blank"><span style="color: #3366ff;"><strong>artesanais</strong></span></a>, como o estojo na foto.</div>
<div style="text-align: justify;">*</div>
<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_22CS1x-Dqxc/SO59-chJY1I/AAAAAAAAAFU/pSSMW8YcgKc/s1600-h/art02.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255276326948528978" style="margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_22CS1x-Dqxc/SO59-chJY1I/AAAAAAAAAFU/pSSMW8YcgKc/s320/art02.jpg" alt="" width="380" height="307" border="0" /></a>*</div>
<div style="text-align: justify;">A <a href="http://www.talentodaterra.com/a-evolucao-do-artesanato-atraves-dos-tempos" target="_blank"><span style="color: #3366ff;"><strong>cerâmica</strong></span></a> mais antiga é datada do 11º milênio a. C. no Japão.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">No Oriente médio ela só apareceu três mil anos depois.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">A fragilidade dessa cerâmica mostra que pertenciam a povos sedentários, pois quebravam facilmente, por isso não podiam ser transportadas.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">A primeira noticia que se tem da utilização do torno na fabricação dessas peças, são de 4500 a. C. Nessa época já se polia, cinzelava, gravava e fazia incrustações nos utensílios. E vidrar só foi possível depois de 1500 a. C.</div>
<div style="text-align: justify;">*</div>
<div style="text-align: justify;"><a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_22CS1x-Dqxc/SO59-FW9vEI/AAAAAAAAAFM/geFM8w6L-ow/s1600-h/art01.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255276320731806786" style="margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_22CS1x-Dqxc/SO59-FW9vEI/AAAAAAAAAFM/geFM8w6L-ow/s320/art01.jpg" alt="" width="380" height="406" border="0" /></a>*</div>
<div style="text-align: justify;">No 7º milênio a. C. surge um cerâmica castanho-achocolatada, com motivos muitas vezes surpreendentes, pertencentes à cultura Samara do sul do Iraque. Feitos de alabastro jaspeado, essas talhas, potes e tigelas, eram de uma beleza sem igual. Eram confeccionados em fornos de dois metros de diâmetro e muito comercializadas no norte do Iraque.</div>
</div>

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		<title>A Origem do Termo “Samba” e o Surgimento do Samba Moderno</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 19:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Euclides Amaral]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
		<category><![CDATA[rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Samba]]></category>

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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;"><strong>Matéria enviada por <span style="color: #0000ff;"><a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=1713805815" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">Euclides Amaral</span></a></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: justify;">Possivelmente o termo &#8220;Samba&#8221; é uma corruptela do termo &#8220;di semba&#8221;, que significa umbigada, palavra de origem banto africana, provavelmente do Congo ou de Angola (com seus muitos dialetos como o kikongo, humbundo e kimbundo), de onde veio a maior parte dos escravos para o <a href="http://www.talentodaterra.com/escritor-e-poeta-euclides-amaral" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Brasil</strong></span></a>. Na língua Kimbundo, no singular é &#8220;disemba&#8221; e no plural é &#8220;massemba&#8221;. Na verdade a palavra &#8220;semba&#8221; é originária de um tipo de dança de umbigada, a “Dança Semba&#8221;, comum em Angola, Zaire, Cunene, Cambinda, República Centro-Africana, Congo-Belga e Congo, Moçambique e as Rodésias.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das grafias mais antigas do termo &#8220;Samba&#8221; foi publicada por Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, em fevereiro de 1838, na revista pernambucana &#8220;Carapuceiro&#8221;. No artigo o termo “samba” não se referia ao gênero musical propriamente, mas a um tipo de folguedo popular de negros da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1880, o viajante português Alfredo Sarmento, perambulando pelas florestas do Congo, Angola e no norte de Ambriz, além do Rio Zaire, registrou alguns tipos de batuques coreografados pela umbigada, dança na qual os participantes batiam com a barriga uns nos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros registros do termo, quase sempre como dança ou reunião, também estão presentes em A Folha Nova, jornal da Corte, 1884, no seguinte texto recolhido pelo filólogo português Macedo Soares.</p>
<p style="text-align: justify;">“Não acreditamos que a dignidade do país fosse ultrajada porque nas fronteiras do Brasil com as Guianas Francesas, um mascate em hora de samba, ou de libações, ousou arriar do respectivo mastro o pavilhão nacional”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1890 o romancista maranhense Aluísio de Azevedo citou o termo em seu clássico “O Cortiço”.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o médico e pesquisador Hiram Araújo, na Bahia, ao longo dos séculos, as festas de danças dos negros escravos eram chamadas de &#8220;Samba&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o passar dos anos, a dança &#8220;Samba&#8221;, sempre conduzida por diversos tipos de batuques africanos, assumiu características próprias em cada lugar, não só pela diversidade das tribos (e nações) de escravos, como pela peculiaridade das regiões nas quais foram assentados.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os tipos de danças populares mais conhecidos, destaco Samba Lenço, Samba Rural, Tiririca, Miudinho, Jongo e Samba de Bumbo (em Pirapora, também em São Paulo); Tambor de Crioula ou Ponga (Maranhão); Samba Corrido, Samba de Roda, Bate Baú, Samba de Chave e Samba de Barravento (Bahia), Bambelô (Rio Grande do Norte), Coco (Ceará), Samba de Parelha (Sergipe), Trocada, Coco de Parelha, Samba de Coco e Coco Travado (Pernambuco), além do Coco de Roda do litoral pernambucano, com marcação de tamancos de madeira utilizados pelos dançarinos e que tem sua origem no encontro das culturas indígena e negra. Três são os instrumentos do Coco de roda: pandeiro, bombo e ganzá. Há ainda, no Rio de Janeiro, Partido Alto, Miudinho, Jongo, Caxambu, Samba Duro ou Batucada, também conhecida por Pernada, tipo de dança anterior à capoeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto ao vocábulo &#8220;Samba&#8221;, existem várias versões de seu nascedouro. Uma delas diz ser originário do árabe, mais precisamente mouro, quando da invasão desse povo à Península Ibérica no século VIII, sendo o termo original &#8220;Zambra&#8221; ou &#8220;Zamba&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Há quem diga que é originário de um dos muitos dialetos africanos, possivelmente do Iorubá (Jeje Nagô) &#8220;sam&#8221; = dar, &#8220;gbá&#8221; = receber, ou ainda &#8220;Ba&#8221; = coisa que cai.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra vertente de pesquisadores defende a tese de que o vocábulo “Samba” é originário de Angola, portanto, da nação banto, e que significa para a nação Quiocos daquele país um verbo, mais especificamente o verbo “brincar” e/ou “divertir-se”.</p>
<p style="text-align: justify;">O termo “samba” também significava “festa”, e assim permaneceu durante muito tempo, tanto que <strong>Noel Rosa</strong>, compositor que pertenceu à segunda geração do samba, junto ao pessoal do Estácio, usou o termo em um de seus maiores sucessos que traz o seguinte verso “Com que roupa eu vou ao samba que você me convidou?” (1930). Na letra o termo é usado como sinônimo de “festa” e não como designação de um gênero musical, como já era corrente naquela época. No Rio de Janeiro em pleno no século XX, o termo ainda era usado como designação de “festa”. Sabemos que em outros estados, principalmente no Nordeste, a palavra &#8220;samba&#8221; também é reconhecida com essa função, tais como os improvisos de maracatu na Zona da Mata e nas ruas de Pernambuco, os quais são chamados de &#8220;samba&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro termo, também corrente, na região da zona rural de Pernambuco, é &#8220;Sambada&#8221;, constituindo-se em uma noite de cavalo marinho, que é uma das variantes do folguedo de Bumba meu Boi e ainda o maracatu rural ou de baque solto, no qual a “sambada” é conduzida pela poesia improvisada do mestre do grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">O pessoal do Estácio e o samba moderno</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1927 surgiu a primeira escola de samba, a Deixa Falar, no bairro do Estácio de Sá, vizinho ao afamado quarteirão boêmio carioca da Lapa. Há controvérsias com relação à data de fundação da Escola. Há quem defenda que a fundação ocorreu em 1917, quando da fundação do Rancho Carnavalesco Deixa Falar (em pleno auge da atuação do Rancho Carnavalesco Ameno Resedá, o mais famoso de todos, fundado em 17 de fevereiro de 1907).</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, inicialmente a Deixa Falar era um Rancho Carnavalesco, posteriormente Bloco Carnavalesco e, por fim, Escola de Samba, tendo como fundadores alguns compositores do bairro do Estácio de Sá, entre eles Ismael Silva (1905-1978), Alcebíades Barcelos (Bíde 1902-1975), seu irmão Mano Rubem (Rubem Barcelos 1904-1927) e Armando Marçal, de uma turma também integrada por Buci Moreira (1909-1982), Mano Elói (Elói Antero Dias 1888-1971), Nilton Bastos (1899-1931), Mano Aurélio (Aurélio Gomes), Baiaco (Osvaldo Caetano Vasques 1913-1935), Brancura (Sílvio Fernandes 1908-1935) e Mano Edgar (Edgar Marcelino dos Passos 1900-1931), sogro de João Gradim (João de Oliveira), também da turma e autor do samba “Quem eu deixar não quero mais”, parceria de ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses compositores fizeram com que o samba fosse devidamente ritmado de forma que pudesse ser acompanhado no desfile, distanciando assim do samba com andamento amaxixado de outros compositores como Sinhô e Donga. Também era conhecido, por essa época, um tipo de samba denominado como “Batida de caboclo”, isso porque não tinha marcação, sendo quase impossível dançar e andar ao mesmo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">A principal colaboração do “Pessoal do Estácio” foi a criação do surdo de marcação, para que se pudesse cadenciar o samba de acordo com os foliões que andavam junto à Escola de Samba, que, na época, desfilava com aproximadamente 100 integrantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Ismael Silva, em entrevista a Sérgio Cabral, se referia à batida do samba com dois tempos curtos e dois tempos longos: “bum bum paticumbum prugurundum”.</p>
<p style="text-align: justify;">Oficialmente como Escola de Samba, a Deixa Falar desfilou apenas em 1929, 1930 e 1931, quando encerrou suas atividades como Rancho Carnavalesco de segunda categoria, devidamente pobre e sem expressão maior perante a comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o crescimento das escolas e o aumento dos foliões, assim como o andamento mais corrido dos sambas enredos, foi criado também o surdo de resposta, também conhecido como “marcação de segunda”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais tarde, apareceu o “surdo de terceira” (creditado à Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel), talvez por causa do andamento tão rápido dos sambas enredos, mais parecidos com marchas, tal fato se deveu ao aumento de foliões (cinco ou seis mil) e ainda ao tempo delimitado para a escola atravessar a passarela.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.talentodaterra.com/alguns-aspectos-da-mpb-de-euclides-amaral-2" target="_blank"><strong>AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010.</strong></a></p>
<p>*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/galeria-07.jpg"><img class=" wp-image-2912" title="GEDSC DIGITAL CAMERA" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/galeria-07.jpg" alt="" width="380" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: center;">O escritor Euclides Amaral em <a href="http://www.talentodaterra.com/samba-na-galeria-arte-e-cultura" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Valença</strong></span></a></p>
</div>

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		<title>Cerâmica no RIO</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 14:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
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		<category><![CDATA[artes plásticas]]></category>
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		<title>O Artesanato e o Talento de Luiz Dias</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 13:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Arte na Rua]]></category>
		<category><![CDATA[Artesão]]></category>
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		<category><![CDATA[Resina]]></category>

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		<description><![CDATA[Artesanato em resina e prata As cores saltam aos olhos, das mãos do artista cores e formas se alinham, se complementam, fazendo surgir objetos que encantam e embelezam nossa vida. Luiz Dias &#8211; Artes em prata e resina- design exclusivo Contato: l_a_dias@yahoo.com.br Tel: 24-81827060 fonte e fotos: Artes da Feira Hippie de Ipanema * * [...]


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;"><span style="color: #0000ff;"><strong>Artesanato</strong></span> em resina e prata</p>
<p style="text-align: justify;">As cores saltam aos olhos, das mãos do artista cores e formas se alinham, se complementam, fazendo surgir objetos que encantam e embelezam nossa vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Luiz Dias &#8211; <span style="color: #0000ff;"><strong>Artes</strong></span> em prata e resina- design exclusivo</p>
<p style="text-align: justify;">Contato: l_a_dias@yahoo.com.br</p>
<p style="text-align: justify;">Tel: 24-81827060</p>
<p style="text-align: justify;">fonte e fotos: <a href="http://www.feirarteipanema.com/" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Artes da Feira Hippie de Ipanema</strong></span><br />
</a>*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/luis3.jpg"><img class="wp-image-2866" title="luis3" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/luis3.jpg" alt="" width="380" height="285" /></a></p>
<p>*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/luis2.jpg"><img class="wp-image-2865" title="luis2" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/luis2.jpg" alt="" width="380" height="284" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Oficina Escola Nossa Senhora do Teatro.</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 15:58:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Processo Seletivo 2012 Curso de Preparação e Desenvolvimento do Ator 2012. Inscrições de 31 de janeiro a 06 de Março de 2012 Você encontra todas as informaçõess no site www.nossasenhoradoteatro. Juntamente com o edital do Curso de Preparação e Desenvolvimento do Ator 2012. Clique em Edital 2012 e leia todo o Edital para se inscrever [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">Processo Seletivo 2012</p>
<p style="text-align: justify;">Curso de Preparação e Desenvolvimento do <a href="http://www.talentodaterra.com/grupo-teatral-garra-suburbana" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Ator</strong></span></a> 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Inscrições de 31 de janeiro a 06 de Março de 2012</p>
<p style="text-align: justify;">Você encontra todas as informaçõess no site <a href="http://www.nossasenhoradoteatro" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>www.nossasenhoradoteatro</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntamente com o edital do Curso de Preparação e Desenvolvimento do Ator 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Clique em <a href="http://www.nossasenhoradoteatro.com/edital.htm" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Edital 2012</strong></span></a> e leia todo o Edital para se inscrever no processo seletivo de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Lá você encontra todas as informações de como participar do curso.</p>
<p style="text-align: justify;">As inscrições serão aceitas até dia 06 de Março.</p>
<p style="text-align: justify;">Curso gratuito você não paga mensalidades, aproveite!</p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dias, horários e quantidade de vagas do curso para este ano:</strong></p>
<p><strong>4ªs feiras (03 turmas)</strong><br />
<strong>1ª turma de 13 h às 16 h &#8211; Adolescentes de 13 a 17 anos (75 vagas)</strong><br />
<strong>2ª turma de 16 h às 19 h &#8211; Adolescentes de 13 a 17 anos (75 vagas)</strong><br />
<strong>3ª turma de 19 h às 22 h &#8211; Adultos de 18 a 65 anos(75 vagas)</strong></p>
<p><strong>5ª feira (03 turmas)</strong><br />
<strong>1ª turma de 13 h às 16 h &#8211; Adultos de 18 a 65 anos (75 vagas)</strong><br />
<strong>2ª turma de 16 h às 19 h &#8211; Adultos de 18 a 65 anos (75 vagas)</strong><br />
<strong>3ª turma de 19 h às 22 h &#8211; Adultos de 18 a 65 anos (75 vagas)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/teatro.jpg"><img class="wp-image-2853" title="teatro" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/teatro.jpg" alt="" width="380" height="211" /></a></p>
</div>

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		<title>Feira Hippie é Talento da Terra</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 19:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[A feira Hippie de Ipanema foi criada no final dos anos 60, por um grupo de jovens artistas plásticos e artesãos do Movimento Hippie. Vídeo sobre a Feira Hippie de Ipanema, publicado no Grupo da Feira Hippie no Facebook. Quer comprar artesanato de qualidade, passe por lá. Todo domingo das 8: as 18:00 hs. * [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.feirahippieipanema.com/" target="_blank"><strong>feira Hippie de Ipanema</strong></a> foi criada no final dos anos 60, por um grupo de jovens artistas plásticos e <a href="../a-arte-de-telma-cavalcanti" target="_blank"><strong>artesãos</strong></a> do Movimento Hippie.</p>
<p style="text-align: justify;">Vídeo sobre a <span style="color: #000000;"><strong>Feira Hippie de Ipanema</strong></span>, publicado no <a href="https://www.facebook.com/groups/feirahippiedeipanema/?ref=ts" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>Grupo da Feira Hippie no Facebook</strong></span></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer comprar <a href="http://www.talentodaterra.com/artesanato-feira-hippie-de-ipanema" target="_blank"><span style="color: #0000ff;"><strong>artesanato</strong></span></a> de qualidade, passe por lá. Todo domingo das 8: as 18:00 hs.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align: center;"><object style="height: 300px; width: 380px;" width="380" height="300" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jqauniIsxFM?version=3&amp;feature=player_detailpage" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed style="height: 300px; width: 380px;" width="380" height="300" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/jqauniIsxFM?version=3&amp;feature=player_detailpage" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object></p>
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		<title>A Beirada do Fim do Mundo</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 13:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Valença]]></category>

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		<description><![CDATA[Um conto de Victor S. Gomez Compre o livro aqui: http://perse.doneit.com.br/paginas/DetalhesLivro.aspx?ItemID=913 * * Talento, isso eu sabia que tinha, não precisava ninguém me dizer. Conhecia de tudo. Sabia de geografia, ciências e história do mundo velho como nenhum professor saberia. Podia me perguntar qualquer coisa. Eu sabia tudo e mais um pouco. Sabia, por exemplo, que [...]


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			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Um conto de <a href="http://www.victorsgomez.com/"><strong><span class="Apple-style-span" style="color: #3d85c6;">Victor S. Gomez</span></strong></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Compre o livro aqui: <span style="color: #0000ff;"><a href="http://perse.doneit.com.br/paginas/DetalhesLivro.aspx?ItemID=913" target="_blank"><span style="color: #0000ff;">http://perse.doneit.com.br/paginas/DetalhesLivro.aspx?ItemID=913</span></a></span></strong></span></div>
<div style="text-align: justify;">*</div>
<div style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong><span style="color: #0000ff;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2011/06/stockvault-tall-ship-painting116534.jpg"><img class="wp-image-2817" title="Tall Ship Painting" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2011/06/stockvault-tall-ship-painting116534.jpg" alt="" width="380" height="254" /></a></span></strong></span></div>
<div style="text-align: justify;">*</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Talento, isso eu sabia que tinha, não precisava ninguém me dizer. Conhecia de tudo. Sabia de geografia, ciências e história do mundo velho como nenhum professor saberia. Podia me perguntar qualquer coisa. Eu sabia tudo e mais um pouco. Sabia, por exemplo, que aqui no lugar da nossa cidade já existira um deserto e que antes desse deserto, que não era pequeno, se espalhava por quase um terço do nosso <a href="http://www.talentodaterra.com/vida-e-arte-de-charles-chaplin" target="_blank"><span style="color: #3366ff;"><strong>planeta</strong></span></a>, um imenso mar cobria as areias desse deserto. Nesse mar de ondas incessantes, as naus da guerra bailavam imponentes e assustadoras, em busca de novas conquistas e mais tesouros para o imperador Damásio da Cinésia. Essas naus, com suas velas içadas e estufadas pelo vento, impressionavam pelo tamanho e beleza. Seus oitenta e dois canhões de puro bronze se incumbiam de destruir e arrasar tudo pela frente. Seus marujos de roupas coloridas e alegres não escondiam toda sua força, instinto selvagem e maldade quando em combate. Os comandantes dessas naus, todos impecavelmente bem vestidos, com seus chapéus de penas enormes, exigiam que seus comandados não deixassem nada de pé, espalhando o terror e o medo em nome da coroa da Cinésia. Nas suas conquistas estava incluída a devastação do país dos Hiros. Contam que o capitão Ubaldo chegou às praias dos Hiros, com trezentas e vinte e cinco dessas imensas e grandiosas naus, todas fortemente equipadas para a guerra. Era um dia de muito sol no país dos Hiros. Situado um pouco abaixo da linha do Equador, essas terras tropicais favoreciam muito a agricultura. Nesse dia todo o povo comemorava o início da colheita e rendia graças à deusa da fertilidade. Estavam todos aglomerados na praça central da cidade, festejando com danças e muita comida, quando começou o bombardeio. Bolas de fogo cruzavam o céu, como se anunciasse o fim dos tempos. Foram pegos de surpresa. As tropas do capitão Ubaldo já haviam desembarcado e cercado a cidade. Dezenas de milhares de homens truculentos, e muito bem armados estavam dispostos a esmagar tudo o que encontrassem pelo caminho. Nada foi poupado. No final da batalha o que se via, eram milhares de corpos espalhados pelo chão e prédios ardendo em chamas. Enquanto a cidade era pilhada, e seus tesouros iam sendo levados para as naus, todos os homens e velhos que restaram eram enforcados. Somente as mulheres e as crianças foram poupadas. Levados como escravos, esses poucos sobreviventes serviam seus senhores Cinésios durante anos. É eu sabia de muita coisa. Então como não saberia daquilo que o Lúcio havia me contado? Como eu não poderia saber daquilo? Como eu não poderia saber que atrás da Mata da Cegonha existia a beirada do fim do mundo?</div>
<div style="text-align: justify;">*</div>
<div style="text-align: justify;">Era num passo lento que o Lúcio seguia pela estrada em direção à escola. Ele sempre andava assim, calmamente. Não era de muita conversa. Dizia não gostar de perder tempo com gente pequena. Era meio estranho, andava sempre sozinho, mas era meu amigo, dizia que eu tinha visão, por isso me aceitava. Quando tinha uma novidade vinha logo me contar. Parecia não ter família, nunca falava sobre seus pais, na verdade ninguém nunca havia visto seus pais. Acho que morava sozinho. De tempos em tempos, entrava na Mata da Cegonha para procurar pequenos animais para a sua coleção. Foi numa dessas incursões que ele encontrou a beirada do fim do mundo. Disse não ter ficado com medo, sempre dizia isso, mesmo quando estava com medo. Era desses garotos que não se moviam nem um milímetro, mesmo quando estavam sendo ameaçados. Uma vez um matuto, morador do Vale do Ipê, apontou uma espingarda para ele, quando a gente estava roubando suas maçãs. Deu três tiros na sua direção e ele nem se mexeu. Eu ainda estava descendo da macieira quando ouvi o primeiro tiro. Nem pestanejei. Joguei-me lá de cima e saí em desabalada carreira. No terceiro tiro eu já tinha pulado a cerca de madeira, quase atropelado uma vaca e chegado à estrada rapidamente, dali corri para casa. Meia hora depois lá vinha o Lúcio naquele passo compassado, caminhando lentamente, e comendo uma maçã, me chamar para sair de novo.</div>
<div style="text-align: justify;">*</div>
<div style="text-align: justify;">A mata era muito fechada. Por isso ninguém se atrevia a explorá-la. Contavam histórias de monstros, fantasmas, explosões e coisas estranhas no meio da mata. Isso afastava ainda mais as pessoas de lá, mas o Lúcio não ligava, nem era com ele. Sempre que podia lá estava ele, embrenhado no meio daquela selva, atrás de bichinhos para sua coleção. Foi num susto que ele deu de cara com a beirada do fim do mundo. Disse estar correndo atrás de um bichinho, quando de repente a mata acabou e se não fosse um arbusto, ele teria caído lá embaixo. Eu sabia da existência da beirada do fim do mundo, mas não que ela ficava atrás da Mata da Cegonha. Os livros falam de navios sumidos, quando se distanciavam de suas rotas. Os comandantes das naus do Imperador da Cinésia jamais saíam de suas rotas. Seguiam os caminhos indicados pelas estrelas. Mas houve uma vez, anos depois da conquista do país dos Hiros. A Cinésia vivia o seu apogeu, templos cobertos de ouro, ruas com chão de mármore, paredes cravejadas de brilhantes, a arquitetura se desenvolvia e as artes eram incentivadas. Tudo era esplendor, mas as conquistas continuavam massacre atrás de massacre, uma riqueza coberta de sangue. Para manter este fausto, o império precisava de mais saques, por isso mais uma grande expedição de conquista estava sendo preparada. Todas as naus foram carregadas com grandes quantidades de munição, seus canhões foram polidos, até as armas dos marujos tiveram trato especial. O povo a ser conquistado era o último do planeta a resistir à fúria assassina dos Cinésios. Os Devanos, um povo rude, de corpo atarracado e forte, não eram ricos, mas tinha altivez, orgulho de sua independência e muito brio. Os Cinésios precisariam de toda a sua esquadra nessa conquista, pois outras expedições menores fracassaram. Partiram ao cair da tarde. Era noite alta quando foram pegos de surpresa por uma tormenta. Aos poucos se afastaram da rota correta, pois não tinham as estrelas para guiá-los. As ondas altas foram jogando a esquadra cada vez mais para longe do continente. Quando deram conta do que estava acontecendo, já era tarde. As embarcações foram caindo uma a uma pela beirada do fim do mundo. Milhares delas, de se perder a conta. Séculos e séculos de conquistas desapareceram em questões de minutos, milhares de poderosas naus viraram nada de uma hora para outra. Quando soube do desastre, o imperador da Cinésia teve uma crise e se matou. O povo, desnorteado e sem comando, começou a andar sem direção. Centenas de anos de terror sumiram como fumaça. Aproveitando a confusão os descendentes dos Hiros se reuniram e trataram de voltar para suas terras. Chegava ao fim uma era de tirania.</div>
<div style="text-align: justify;">*</div>
<div style="text-align: justify;">Apavorado, eu aceitei a idéia do Lúcio de ir até lá. Pegamos as mochilas, enchemos com cobertor, lanterna e alguma comida. Quando passamos pela casa do Lúcio, paramos para pegar uma corda. Ele disse que iríamos precisar. Na entrada da mata ainda tentei convencê-lo a desistir, mas não dava mais, ele já tinha decidido. À noite a mata parece viva, todos os ruídos parecem maiores do que realmente são. Enquanto andávamos apressados pela floresta, eu ia pensando se seria mesmo verdade a existência da beirada do fim do mundo e como seria importante para nossa cidade a sua descoberta aqui. Mas os vultos escondidos entre as folhas e o barulho que eles faziam me deixavam tão trêmulo, que eu esquecia essas coisas e só conseguia pensar na hora de chegarmos lá. Caminhamos mais de três horas até chegarmos ao ponto onde o Lúcio contou que tinha quase caído. Ao chegar lá quase desmaiei. Existia ali, realmente, a beirada do fim do mundo. A mata seguia viçosa até acabar abruptamente. Diante de mim um imenso vazio escuro me assustava. Lúcio pegou a corda, amarrou numa árvore perto da beirada e jogou a outra ponta lá embaixo. Acendeu a lanterna e começou a descer. Como eu não queira ficar sozinho, tratei de ir atrás dele. Descemos cuidadosamente pela corda, até o ponto onde ela acabava. Dali em diante o caminho foi feito cautelosamente, pois só contávamos com as rachaduras das rochas para nos segurarmos. Acho que levamos quase um dia inteiro descendo, chegando lá embaixo nos deparamos com algo assustador. Milhares de navios estavam espalhados por ali, eram enormes, todos estavam portando imensos canhões de bronze. Tínhamos encontrado a esquadra do imperador da Cinésia. Estávamos diante do destino de todos aqueles que se julgam imortais, a morte.</div>
<p>*<br />
<strong><span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;">Esse texto está registrado na <a href="http://www.bn.br/portal/">Biblioteca Nacional</a>. </span></strong></p>
</div>

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		<title>Walter Menezes Lança Livro em Valença</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 14:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor S. Gomez</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Valença]]></category>
		<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
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<p>Rua Visconde de Ipiabas, nº 58, loja A, Centro, <strong>Valença &#8211; RJ</strong>.</p>
<p>*</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/walter-meneses.jpg"><img class="wp-image-2792" title="walter-meneses" src="http://www.talentodaterra.com/wp-content/uploads/2012/02/walter-meneses.jpg" alt="" width="380" height="196" /></a></p>
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