segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

A Paz dos Ingênuos - Texto de Victor S. Gomez

As vezes me pergunto: Por que eu escrevo? A resposta eu sei, mas não deixo nunca de fazer essa pergunta. Me levará isso até onde? Ou isso me tirou de um lugar mais obscuro, triste que só Deus sabe o mal que me faria. Volta e meia a vida nos premia com a chance de sermos melhores, então só nos resta aproveitarmos.

Folia de Reis, Valença - RJ

A Paz dos Ingênuos - Victor S. Gomez - Escritor

Onde se esconde o mais bem guardado de todos os segredos?
Onde está a chave que abre esse lugar?
Por que somente poucos podem passar por essa porta?
Tenho medo da resposta.
Tenho medo de entender o que move o universo,
o que move o mundo,
o que move nossas vidas,
de entender o que disparou o gatilho.
Verdes mares ensurdecedores,
ilógico mundo em que habito,
como faço para não me deparar com a verdade que cega,
com a verdade que me enoja?
Que pessoas são essas que habitam esse lugar,
que não dizem nunca a verdade,
que destroem sonhos,
que destroem vidas?
Como explicar isso para aqueles que choram sobre o sangue derramado na sarjeta,
que corre em direção ao ralo,
que desce esgoto a dentro,
e viram alimento para os ratos?
Onde se esconde o mais bem guardado de todos os segredos?
Onde está a chave que abre esse lugar?
Por que somente poucos podem passar por essa porta?
Tenho medo da resposta.
E meu medo aumentam quando as rixas ocorrem entre amigos,
quando nem meu pai me olha mais,
quando tenho que abaixar a cabeça,
me escondendo de todos, de tudo.
Verdes mares ensurdecedores,
ilógico mundo em que habito,
como faço para não me deparar com a verdade que cega,
com a verdade que me enoja?
Quantas vezes senti o cheiro podre da corrupção,
quantas vezes me vi cercado pelos abutres que se digladiavam sobre a carniça,
sobre os corpos esfacelados,
seus músculos amostra e querendo mais e mais.
Paz na terra aos homens de boa vontade,
penso, rezo, peço em minhas preces,
só querendo a paz encontrada apenas nas grande naves,
com o Cristo que foi pregado na cruz injustamente.
Onde se esconde o mais bem guardado de todos os segredos?
Onde está a chave que abre esse lugar?
Por que somente poucos podem passar por essa porta?
Tenho medo da resposta.
Não espero o lugar mais belo,
onde os anjos cantam todas manhãs,
quero a paz dos ingênuos,
a paz que somente encontramos nos recém nascidos.

* Aviso: A cópia de qualquer texto sem autorização expressa do autor constitui crime de violação de direito autoral, conforme o art.184 do código penal cominado com a lei nº 9610 de 19 de fevereiro de 1998.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

A Vida e a Arte de Stanislaw Szukalski

A Netflix está exibindo um documentário muito interessante sobre a vida e a arte de Stanislaw Szukalski produzido por George Dicaprio.

Uma mente que poucos tem, um artista único, que alguns tinham como insano, mas que nem por isso deixou de realizar obras fantásticas. Obras de um artista inquieto, que se achava o melhor de todos,  e que por isso teve sua carreira prejudicada inúmeras vezes, tornando-o um artista praticamente desconhecido nos dias de hoje.


Stanislaw Szukalski foi um pintor e escultor polonês-americano, que pretendia criar uma nova arte polonesa baseada em sua mitologia e história. Ele também desenvolveu a teoria histórico-pseudocientífica do Zermatismo, postulando que toda a cultura humana era derivada da Ilha de Páscoa pós-dilúvio e que a humanidade estava trancada em eterna luta com os Filhos Yetis (Yetinsyny), descendentes de Yeti e humanos.


Szukalski nasceu em Warta, na Polônia, e foi criado em Gidle, uma aldeia próxima. Ele chegou a Nova York com sua mãe, Konstancja, e sua irmã, Alfreda, em 27 de junho de 1907; eles então foram para Chicago para se juntar a seu pai, Dyonizy Szukalski, um ferreiro.  Uma criança prodígio em escultura, ele se matriculou aos 13 anos no Art Institute of Chicago. Um ano depois, o escultor Antoni Popiel persuadiu os pais de Szukalski a enviá-lo de volta à Polônia, para se matricularem na Academia de Belas Artes de Cracóvia em 1910. Lá ele estudou escultura sob Konstanty Laszczka por três anos. Ele retornou a Chicago em 1913.


Durante a segunda gurra mundial, seu atelier localizado na Polônia foi bombardeado e ele perdeu todo seu acervo de obras.

https://www.netflix.com/browse

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Wild Robson, ex Space Bossa, Volta as Origens na sua Versão mais Acústica

O sonho não acabou? Para o musico Wild Robson, ainda não, pois ele ainda tem muita estrada pra rolar. A boa musica ainda tem vez, os bons músicos ainda existem no Brasil, apesar dessas coisas que o mercado nos impõe. Tem é que saber procurar. As redes sociais estão cheias de bons músicos, poetas, escritores, comediantes, artistas de todos os tipos, que ainda desconhecidos, lutam por um lugar ao sol. E se a estrela brilhar, o sonho continuará existindo.

Voa pássaro amigo, vá o mais alto possível, o sol não derreterá as asas de quem tem talento.


Como você começou a se interessar por musica?
Nasci em 1974 um momento incrível da música. Ouvia os discos de vinil da minha mãe e com oito anos de idade ganhei de presente o violão  que pertencia minha irmã mais velha. Foi com meu primeiro violão que tudo começou.


Quais músicos te inspiram?
São vários Donovan, que o perfil official dele me segue no twitter, Beto Guedes, Tim Buckley, Morrissey, Evan Dando, Jeff Buckley, Ryan Adams, Ben Kweller, Chris Drew, Cláudio Nucci, Luiz Sá da dupla Sá e Guarabyra, Renato Terra e bandas como The Smiths, The Big Country, Wilco, Teenage Fanclub, The Lemonheads, The Bens, The The, Nada Surf  e Never Shout Never. e o primeiro disco do Boca-Livre.

Quais seus trabalhos realizados?
Com o fim da Space Bossa, meu anterior projeto que me colocou em lugares altos e que existiu de 1989 a 2010. De 2010 à 2011 Gravei meu EP solo de estréia Wild Robson - Histórias pra Cantar em 2012, pensei em desistir, parei para estudar e outros projetos particulares, e voltei em 2018 com uma trilha sonora de um filme que foi lançado na Casa França Brasil. Estou acabando meu filme musical Histórias pra Cantar, que pretendo lançar em 2019 e estou gravando meu novo álbum que vai se chamar Amor Rural, com influências de Clube da Esquina, Rock Rural, Folk e Surf Music


Tocou em alguns teatros? Quais?
Como disse anteriormente. Houve uma pausa de aproximadamente seis anos sem atividades. No projeto anterior toquei em diversos teatros e nos melhores palcos do RJ como Claro Hall e Marina da Glória. Mas como artista solo, Wild Robson, por incrível que pareça  em pouco tempo toquei em lugares especiais como o Costello Barra (Barra da Tijuca Zona Oeste), na Planet Music Hall (Cascadura na Zona Norte), No Quiosque Tabanella e na Playground Festival ambos em Duque de Caxias Baixada Fluminense. Na Casa da Matriz (Botafogo Zona Sul), em um show beneficente em prol das vítimas do desastre de Petrópolis e meu show de estréia foi na Feira Hippie de Ipanema há muitos anos atrás.


Toca sozinho ou com banda?
No Histórias pra Cantar gravei todos os instrumentos, mas para o próximo álbum, "O Amor Rural" já convidei uma galera de peso. Meu colaborador Márcio Lomiranda no piano , órgão e moog, grande músico e produtor musical tocou e produziu artistas como Alceu Valença, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, Ivan Lins e uma gama de artistas, além de fazer as trilhas sonoras das séries  da Globo e da Globo Filmes, Sandro Garcia contrabaixo atuou em incríveis bandas de São Paulo, The Charts, Continental Combo, Momento 68 e Violetas de Outono, na guitarra e violões Jason Lee que gravou no CD da Preta Gil e o DVD da Ploc 80s, Angelo Gagliardi bateria e produtor executivo super competente toca nos blocos de carnaval mais badalados do Rio de Janeiro, O Pra Iá Iá  (Los Hermanos) e o Brasília Amarela (Mamonas Assassinas) e estou negociando com Fred Nascimento que gravou com Renato Terra , tocou dez anos como músico de apoio na Legião Urbana, nos discos solos do Renato Russo, Dinho Ouro Preto e Marcelo Bonfá.


Compõe suas próprias musicas?
Sim desde os 12 anos de idade  e pretendo lançar um livro de poemas com papel reciclado.

Onde encontrar suas musicas?
No iTunes , no youtube, no Facebook e em diversas plataformas digitais, mas acredito no disco físico vou continuar gravando CD quero lançar vinil e fita K-7.

De onde você é?
Rio de Janeiro, mas estou como um hippie sem endereço fixo

Redes sociais, site, e-mail e outros.
Contatos Wild Robson
Whatsapp: 55 (21) 97939-6717

▶E-mail: wildrobsonoficial@gmail.com

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